Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 22/04/2021

No desenrolar da cinematografia “A menina que roubava livros”, é retratada a história de uma jovem que possuía grande interesses pelas obras literárias. Entretanto, no Brasil, a promoção dos hábitos de leitura, a qual possui extrema importância para a formação educacional, não recebe a devida relevância pelos jovens. Nesse sentido, esse fator, que precisa ser eminentemente combatido, provém não só da desigualdade social, mas também da falta de reconhecimento da importância dos livros.                                         A princípio, convém ressaltar que inúmeros indivíduos, por conta da baixa escolaridade, não possuem o hábito de ler. Nesse âmbito, com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, por volta de 1808, as escolas que foram fundadas eram elitistas, dado que elas equivaliam a uma exclusividade das pessoas economicamente favorecidas, de forma que apenas esses indivíduos, por saberem ler, aumentavam o aprendizado com os livros. De modo semelhante, inúmeros brasileiros, os quais são analfabetos, por, em vários casos, não terem estudado e nem formado nas escolas, para ajudarem nas finanças familiares desde crianças, escasseiam do hábito de leitura. Logo, é inadmissível que situações lastimáveis como essas continuem, tendo em consideração que ler é essencial para a obtenção de novos conhecimentos.             Ademais, cabe avaliar o baixo interesse que diversos jovens e crianças possuem com a leitura. Nesse contexto, o documentário “O dilema das redes”, disponível na plataforma “Netflix”, relata que a maioria dos infantes, ao invés de estudarem e praticarem o aprendizado por ínterim dos livros, fazem uso dos aparelhos tecnológicos na maior parte do tempo livre, devido ao vicio. Desse modo, a ficção condiz com a realidade, tendo em conta que muitos estudantes utilizam apenas, e de maneira demasiada, os jogos “online” como forma de entretenimento.                                                                                                                Portanto, esse fator é extremamente danoso, uma vez que o estudo por ínterim dos livros nas instituições escolares, o qual possui grande importância para aumentar o contato com a norma culta da língua, é colocado como uma opção distante de distração pela maioria dos alunos que estão em busca de uma formação educacional. Destarte, compete ao Ministério da Educação - responsável pelos problemas nessa área - promover campanhas que retratem a relevância do hábito de leitura durante o estudo nas instituições escolares. Isso deve ser feito por meio de uma parceria com as escolas públicas e particulares do Brasil. Essa ação possui a finalidade de conscientizar as pessoas a respeito do quanto a análise de obras literárias é importante, de modo a convencer os estudantes a lerem com uma maior frequência. Além disso, esse Ministério deve realizar nas praças das regiões precárias aulas gratuitas que ensinem os indivíduos a lerem, de maneira a aumentar o contato desses cidadãos com os livros.