Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 22/04/2021
Em uma das citações do escritor José de Camargo: “A leitura é, provavelmente uma outra maneira de estar em outro lugar”. Certamente, o universo literário tem a extraordinária capacidade de proporcionar aos usuários experiências únicas e diversas formas de conhecimento. Entretanto, grande parte da população brasileira não desfruta de tais benefícios em virtude dos vários desafios encontrados; como a carência de incentivo a prática de leitura e a falta de acesso aos livros, que dificulta na prática da leitura enre a população brasileira.
Em primeira análise, nota-se a grande falta de estímulo à leitura no Brasil. De acordo com os dados da pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Esse levantamento mostra quão fraco é o hábito da leitura no país. Prática que se dá desde os primeiros anos de alfabetização, em casa, pelos pais, ou na escola, pelos professores. Porém, segundo dados de pesquisas, adultos lêem pouco, cerca de 4.96 livros por pessoa por ano. Além disso, o próprio sistema educacional não estimula a leitura entre os alunos.
Num país como o Brasil, onde nota-se uma crescente falta de interesses e hábitos de leitura, ainda há uma grande falta de acesso aos livros; como a escassez de bibliotecas públicas, a falha do sistema de educação das escolas, que desestimulam a leitura e o pensamento crítico. Connsequências graves que podem refletir na vida adulta.
Dessa forma, é preciso que haja maiores possibilidades de acesso à leitura entre os brasileiros para formar cidadãos críticos, reflexivos e atuantes. Implementar políticas públicas voltadas para solucionar tal problemáticas, como por exemplo: aumentar o número bibliotecas comunitárias, com o objetivo de ampliar o acesso ao livro, que pode ser realizado por meio de comunidades civis, com campanhas de arrecadação e doações de livros. Na escola, incetivar os alunos a praticar a leitura sem que seja uma obrigação, com o objetivo de formar alunos estimulados a pensar e criar, não apenas repetir, por meio do incentivo dos professores. Assim, enriquecendo mentes e libertando pensamentos.