Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 23/04/2021
Despertamento do censo crítico, acesso à informação, ampliação do vocabulário e conhecimentos gerais, melhora na concentração e memorização, estimulação da criatividade e favorecimento a uma escrita melhor. Muitos são os benefícios da leitura constante desde jovem. Mas, infelizmente, muitos não adquirem tais benefícios, ora por falta de incentivo, ora pelo difícil acesso à leitura. Esses problemas geram consequências para a sociedade como um todo.
A priori, deve-se entender, algumas decisivas causas que justifiquem os dados fornecidos pela pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, que mostra que 44% da população não pratica o hábito da leitura. Com certeza, a escola, especificamente os professores, é uma razão significativa, pois exigem dos alunos a leitura de um livro com o objetivo de fazer uma prova, ou ganhar nota, tornando o ato de ler um peso ou obrigação, e não um prazer. Por outro lado, a substituição da leitura pelas redes sociais, lugar em que as pessoas ficam a maioria do seu tempo livre, é um fator problema.
Em consequência disso, vê-se o impacto da falta do hábito em questão na vida do ser humano e da sociedade. A longo prazo, a falta de leitura leva a alienação, pois a pessoa não adquire informação, assim sendo inapto para formar uma opinião, por exemplo, política, que é importante para a decisão do futuro de um país. Ademais, o indivíduo que não adquire um conhecimento amplo, torna-se incapaz de pensar grande, desenvolver inovações tecnológicas e científicas, atrasando o progresso da nação. Pode-se citar exemplos de homens que ajudaram no avanço da humanidade, como Charles Darwin, autor da teoria da evolução, Albert Einsten, inventor da Teoria da Relatividade, entre outros. Sem esses progressos o mundo de hoje não seria o mesmo. Então, precisa-se de indivíduos, como esses, capazes de revolucionar através do conhecimento alcançado na leitura.
Portanto, a fim de garantir que a leitura se torne um hábito na vida dos brasileiros, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as universidades, mediante a implantação de uma matéria obrigatória no curso de Letras (graduação da área científica da linguística que forma professores), ensinar os futuros profissionais a formar leitores e certificar que são capacitados de provocar em seus alunos a vontade de ler de uma forma leve, espontânea e prazerosa. Outrossim, a mídia, por meio dos formadores de opinião, deve mostrar aos usuários das redes sociais fatores benéficos que são consequências da leitura. Essas pessoas têm de mostrar no seu dia-a-dia os livros que estão lendo, e o impacto deles nas suas vidas. Assim, usando seu poder de influência para aumentar o interesse pela leitura dentro da sociedade.