Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 30/04/2021

O famoso romance distópico de ficção científica “Fahrenheit 451” de Ray Bradbury, nos mostra como o mundo seria se os livros fossem proibidos, e a leitura, uma prática abominável. A distopia decorre de um sistema autoritário que controla as massas por meio da total abolição da leitura, promovendo assim, desinformação e alienação.

Os livros, além de conter um fragmento do conhecimento da pessoa que o escreveu, estimulam o desenvolvimento do racionalismo e a logicidade, elementos que são suprimidos no mundo distópico de Bradbury. Segundo Franz Kafka, “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.” Essa reflexão nos remete ainda mais a atual e precária situação em que o Brasil se encontra. Os baixos índices de leitura da população brasileira(que decaem ainda mais a cada ano) nos indicam que, evidencialmente, estamos vivendo em uma crise literária, seja ela por influência da economia, ou não.

A Universidade Yale e a Universidade de Oxford apontam que, além do benefício do desenvolvimento morfológico, ler promove a ativação de diferentes partes do cérebro, diminuem as chances de demência e, é claro, estimula a criatividade. A prática da leitura fomenta, assim, uma expansão cerebral, que faz com que o legente desenvolva inteligência e capacitação para a filtragem de informações.

Com parceria do IPL(instituto Pró-livro), as escolas, em sincronia com os docentes, devem promover campanhas para dar enfoque nos benefícios e utilidades que a leitura traz, e, por meio das redes sociais, realizar cruzadas literárias para abrenger e conscientizar mais pessoas sobre o que o hábito da leitura proporciona, desde a menoridade.