Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 03/05/2021

Criatividade, interpretação de texto, pensamento crítico, ampliação de repertório: cultural e vocabular são alguns dos benefícios gerados pela prática de leitura. Entretanto, apesar desses efeitos positivos, no Brasil, 4 em cada 10 brasileiros não possuem esse hábito, isso ocorre devido a falta ou ausência de incentivo pela família e a escola e se agrava com o aumento constante dos preços dos livros no país.

Em primeiro lugar, é notório pensar que o pouco estímulo de algumas intituições sociais na construção da rotina de leitura, é uma das razões da diminuição de leitures no território nacional. Isso se justifica porque, segundo o sociólogo francês Émille Durkheim, a família e a escola são responsáveis por formar valores socialmente importantes, como o costume de ler. No entanto, isso não acontece de fato, uma vez que, 3/10 dos professores também não tem esse comportamento habitual. Nesse sentido, conclui-se que esse hábito não se realiza com frequência entre os nacionais, em decorrência da carência de encorajamento e do mal exemplo - de pais, familiares e professores em relação a essa práxis.

Em segundo lugar, é válido destacar que atrelado ao diminuto incentivo familiar e escolar, o alto custo dos livros também contribuem para contração do número de leitures no Brasil. Dado que, em média, no último ano os exemplares tiveram seus preços aumentados em 20%, tornando-os mais caros, segundo o site de notícias G1. Desse modo, essa alteração promove desigualdade de acesso a essa obras, já que, com esse aumento a população mais pobre economicamente é a mais atingida, devido a falta de dinheiro para a compra de livros. Assim, depreende-se que, uma parcela dos brasileiros - os que têm baixa renda- não possuem prática de leitura em razão da dificuldade financeira.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem os desafios à prática de leitura no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC) a criação de projetos voltados para estimular os estudantes - de escolas públicas e privadas- desde cedo ao hábito de ler. Isso será feito por meio de rodas de leitura, com pais, professores e alunos a fim de gerar debate em torno de um obra literária e assim, promover o desenvolvimento desse costume, tanto do corpo estudantil como de seus familiares. Além disso, cabe ao Governo Federal, como instância máxima adminstrativa, a doação de livros - de diferente gêneros- em diversas comunidades carentes no país. Essa ação se realizará por intermédio da criação de um aplicativo de doação solidária, isso é, uma pessoa com uma boa condição financeira após terminar de ler um livro, vai passar esse exemplar para uma pessoa de baixa renda, com objetivo de democratizar o acesso da obra e desse hábito tão importante, uma vez que, proporciona vários benefícios ao leitor.