Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 08/05/2021

A obra cinematográfica de média metragem “Matilda” narra a história de uma criança de 6 anos, tal qual, foi adotada por um casal que abominava o hábito de leitura, porém mesmo com esse entrave se torna uma amante dos livros, visitando de forma frequente as bibliotecas da cidade. Em contraposição com a ficção é de notória percepção que o corpo social brasileiro se encontra com um déficit no que se remete à formação de leitores proficientes, levando em consideração a falta de estimulo no seio intrafamiliar além da falta de investimento estatal para à educação nas escolas da rede pública.

Com efeito, é de total relevância destacar a falta de incentivo por meio dos pais, no que se remete à leitura como uma das principais desencadeadoras dos desafios para formação de leitores desenvoltos na Nação Verde-Amarela. Nessa perspectiva a ausência do estimulo à leitura acaba fazendo com que o meio social não possua tantos indivíduos intelectualmente desenvolvidos. Nesse contexto muitos pais, devido à correria diária ou por negligência, não leem para suas crianças atribuindo toda responsabilidade educacional à escola, esquecendo, por hora, que a educação primária advém do seio intrafamiliar. Por esse ângulo, o filosofo Rousseau afirma que o meio modifica o homem, de forma positiva ou negativa. Portanto é imprescindível que haja uma maior atenção social voltada para leitura.

Nota-se, outrossim, que precariedade da educação nas instituições públicas interfere de forma catastrófica na formação de leitores habilidosos. Nesse aspecto, quando a primazia pela educação de qualidades nas escolas públicas não é prezada há uma falha no desenvolvimento da pátria. Desse modo, uma grande parcela populacional não usufrui de uma educação de excelência, de modo que, os alunos não venham a experimentar do prazer pela leitura, pela decadência de livros prazerosos que narrem contos ou fábulas, fazendo com que a sociedade se torne segregada intelectualmente. No entanto, apesar da Constituição Federal assegurar o acesso à educação como direito básico, essa lei não é concretizada, visto que, há pouquíssimo investimento nessa área. Diante dos fatores apresentados é de suma importância a intervenção do Estado.

Portanto, para reverter esse panorama urge uma necessidade de mudança. Diante disso, cabe ao Ministério da Educação mediante as mídias sociais alertar, em especial os pais, para o estímulo da leitura, consolidando que essa é um dos principais mecanismos para formação de leitores desenvoltos e críticos. Além disso, cabe ao Governo investir uma maior demanda de verbas para as escolas públicas, com o intuito de implementar biblioteca com variados tipos de livros, como também, uma rotina de leitura nas salas de aula. Assim, o primor pela leitura da ficção “Matilda” não figurará tão somente na televisão.