Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 25/05/2021
Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), o Brasil vai levar 260 anos para chegar ao nível de leitura dos países desenvolvidos. Apesar de amplo desenvolvimento tecnológico e acesso à internet o brasileiro ainda resiste ao hábito da leitura. Esse cenário desafiador demanda a adoção de medidas mais eficientes por parte do poder público, assim também como o âmbito familiar, a fim de garantir o estímulo á leitura no Brasil.
Sabe-se que a baixa qualidade de ensino no Brasil não incentiva o aluno a criar meios para se habituar a ler. Convém ressaltar que segundo Thomas Humphrey Marshall, “ser cidadão é gozar plenamente dos direitos e conseguir exercer os deveres de cidadão”, nesse contexto a leitura pode facilitar o acesso ao direito à educação, ao trabalho, ao lazer ou até mesmo a alimentação. Nesse sentido, o estado tem um dever de criar medias que possam estimular os jovens e adultos a lerem para que possam exercer seus direitos e principalmente concretizar seus deveres, para formar uma sociedade mais justa.
É importante destacar que a família é parte importante do processo de incentivo à leitura. Conforme a pesquisa feita pela revista Retratos da Leitura, quarenta e quatro porcento dos brasileiros nunca compraram livros, isso demonstra que desde infância, a falta de uma referência de leitores em casa desestimula a criança a criar um hábito de ler. Nessa conjuntura, responsáveis familiares, tem a responsabilidade de procurar meios de inserir e até inserir-se no universo literário, seja por meios de livros comprados, usados ou uso da internet, esse último, é o mais acessado pelos jovens atualmente.
Logo, é fato que é extremamente necessário estimular a prática de leitura no Brasil. Nessa perspectiva é fundamental que o Ministério da Educação promova uma formação mais especifica dos professores de língua portuguesa, já que esses professores se encontram despreparados para essas responsabilidades, por meio de curso de formação especializada, com, por exemplo, atualizar e reciclar os conhecimentos de modo que essas aulas sejam mais atraentes para a nova geração. Para que, assim possamos formar leitores competentes capazes de transforar o nosso país para melhor e iniciar uma nova página de esperança.