Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 01/06/2021
No livro ´´Orgulho e Preconceito``, da autora Jane Austen, traz a figura de Mr.Bennet, que tem como principal paixão seu acervo de obras em sua biblioteca, na qual passa a maior parte do seu tempo, enriquecendo seu conhecimento. Todavia, a prática da leitura, que é realidade na obra, no Brasil, mostra-se uma utopia, já que a extrema desigualdade social e a falta de incentivo educacional impedem que a leitura receba a devida importância.
Diante desse cenário, não há como promover o contato com os livros em uma sociedade marcada pela fome. A esse respeito, no século XVI, durante o período da Colônia de Exploração, apenas a aristocracia -organização composta pelos nobres- tinha acesso à leitura e à alfabetização de qualidade. Ocorre que, no Brasil contemporâneo, a população pobre ainda é excluída da possibilidade de ler, ou por falta de recursos, ou por impossibilidade de acesso aos livros, o que reproduz a marginalização iniciada no século XVI. Desse modo, a extrema desigualdade social torna a leitura no país uma realidade distante.
Além disso, a falta de incentivo dificulta o hábito da leitura. Nesse viés, conforme a pesquisa realizada pelo IBOPE, o Brasil ocupa o 88° lugar no ranking mundial da educação. O que certamente desqualifica a nação no âmbito da leitura, visto que esta prática torna o indivíduo crítico do mundo em que vive, garantindo seu maior desempenho intelectual. Assim, percebe-se que a falta de incentivo, principalmente das escolas, tornando a leitura algo precário. Dessa forma, enquanto não houver motivação para ler, não será possível incluir o hábito da leitura no Brasil.
Verifica-se, portanto, que para superar os desafios contra a prática da leitura, as escolas -no exercício de seu papel social- devem estimular o costume de ler, desde a infância, por meio de projetos pedagógicos, com o tema ´´leitura presente``. Essa iniciativa teria a finalidade de incluir o costume de ler, e de sorte, conseguirá mitigar a desigualdade social iniciada no século XVI.