Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 03/06/2021
“O conhecimento é, em si, um poder”. A afirmação do filósofo Francis Bancon simboliza claramente a gama de desafios para a prática de leitura no Brasil, uma vez que o desconhecimento populacional acerca dessa realidade degradante, é o fato que contribui para a manutenção dessas dificuldades encontradas. Nesse sentido, essas vicissitudes tem origem inegável da secundarização da leitura. Dessa forma, tanto a desvalorização da literatura por parte da população brasileira quanto a falibilidade educacional contribuem para o perpetuamento desse fato social.
A priori, a falha da educação cristaliza as dificuldades para incentivar a prática da leitura. Segundo o filósofo Sêneca, “estudamos para a escola, não para a vida”, a reflexão feita por Sêneca evidencia facilmente a falibilidade da escola em incentivar a prática da leitura de livros nos meios escolares, justamente por optarem pelo conteudismo. Desse modo, gera-se uma concepção equivocada no imaginário coletivo de que ler é para somente estudar e não para lazer individual. Dessa forma, o aluno sente-se no dever de ler apenas para provas, o que proporciona em um secundariamento da leitura na vida adulta.
Outrossim, o menosprezo da sociedade civil contribui para a falta da prática da leitura de livros. De acordo com o estadista Cícero, “não há nada de tão absurdo que o hábito não torne aceitável”, o acerto do estadista pode ser claramente aplicado na problemática, já que essa situação surge da indiferença da população em relação a leitura, pois os indíviduos não veem como essencial no seu cotidiano. Assim, solidifica-se uma percepção de que a literatura é irrelevante na vida de um indivíduo, e já que a escola cristaliza essa realidade, a prática da leitura no dia-dia do brasileiro fica, por vezes, em segundo plano.
Fica evidente, portanto, que a secundarização do hábito de ler livros consolida os desafios para a prática da leitura no Brasil. Para combater esses empecilhos, torna-se necessário que o governo federal atue, por meio do Ministério da Educação, para implantar o Plano Nacional da Leitura, na qual as escolas deveram realizar palestras elucidativas a fim de conscientizar os docentes sobre os benefícios da leitura cotidiana, ademais, essas palestras poderiam ficar disponível nos grandes meios de comunicação, como rádio, internet e programas televisivos para atingir o público em geral. Além disso, dentro desse mesmo plano, após essas palestras, o governo federal disponibilizaria gratuitamente uma série de livros para o público, com intuito de incentivar a grande camada social acerca do hábito da leitura. Desse modo, o poder do conhecimento estaria nas mão da sociedade civil, como gostaria Francis Bancon.