Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 08/06/2021

No livro “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual, o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega. Uma vez que a prática de leitura, no Brasil, encontra barreiras. Dessa forma, esse cenário antagônico é devido a falta de estimulo a leitura, por parte das instituições de educação, com seus alunos, assim como, a ausência de políticas públicas, a fim de, democratizar o acesso aos livros para a população.

Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de atuação governamental em combater esse empecilho, haja vista que, a dificuldade em cultivar a leitura, no Brasil, tem como um dos principais problemas o difícil acesso. Dessa maneira, os altos custos em que são vendidos essas obras torna-os inacessíveis, sobretudo, aos indivíduos de baixa renda, nos quais, não têm condições de darem-se ao “luxo” de optarem por comprar um livro ao invés de necessidades básicas. Logo, dificultará crescer o número de leitores, no país, que se encontra abaixo da metade da população, de acordo com a pesquisa realizada pela editora retratos da pesquisa, apenas 44% da população lê.

Ademais, cabe ressaltar a ineficiência das escolas como formadora da sociedade leitora. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, algumas instituições atuam como “zumbis”, pois perderam sua função social. Desse modo, a falta de criação de hábitos a leitura, por parte dessas, com as crianças assim que ingressam, no ensino fundamental, acabará formando jovens e adultos sem os costumes de praticar isso, portanto, como esses indivíduos são o futuro do nosso país estamos nos tornando uma nação não leitora, assim como, perdendo uma identidade nacional, e deixando de lado a cultura de ler. Destarte, faz-se mister a reformulação desse impasse.

Diante disso, fica evidente que o problema da falta da prática de leitura, no Brasil, é devido a ausência de políticas públicas, tal como, de incentivos as crianças a lerem. Sendo assim, cabe as instituições escolares, órgão responsável por formar a sociedade, criar palestras e campanhas, em redes sociais e nas salas de aula, incentivando seus alunos a criarem o hábito da leitura, da mesma maneira, cabe ao Ministério da educação e cultura (MEC), por meio de verbas governamental, buscar a democratização dessas obras a população, criando políticas, com a finalidade de diminuir os valores dos livros. Para que, assim, aumente o número de leitores, no Brasil, assim sendo, só então seremos uma sociedade que prega a harmonia.