Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 11/06/2021
O filme “Matilda” mostra a realidade de uma menina que encontra nos livros, além de uma fuga para a sua difícil realidade, um grande auxílio para seu desenvolvimento pessoal. No entanto, diferente do interesse literário tido pela protagonista no filme, no Brasil, encontram-se desafios para a prática de leitura. Diante disso, faz-se necessário um olhar mais crítico de enfrentamento para combater a questão que é evidenciada, não só pela ineficácia educacional, como também pela desigualdade socioeconômica.
Em primeira análise, é importante apontar a defasagem do ensino como impulsionadora do problema. Pois nas escolas, além da imposição de leituras de livros que, por vezes, destoam do interesse dos alunos, há a utilização excepcionalmente conteudista dos primeiros para realização de provas. Nesse sentido, de forma análoga ao pensamento do filósofo Immanuel Kant, quanto ele diz que o homem é o que a educação faz dele, indivíduos com essa formação criarão repulsa ao hábito de ler pelo julgo de ser uma atividade cansativa, e, consequentemente, estarão isentos dos benefícios que essa prática pode trazer.
Ademais, de acordo com o índice de Gini (medida que classifica o grau de desigualdade de um país), o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nessa lógica, esse atroz desequilíbrio faz com que uma parcela da população, em decorrência de suas condições sociais, não tenha acesso ao universo literário. Tal cenário impede essa camada social de ter a criatividade, a concentração e o senso crítico estimulados pela leitura, logo, é inadmissível que continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que mitiguem essa problemática. Para isso, o Ministério da Educação, deve, por intermédio da adesão de livros dos gêneros mais variados para a grade curricular, e da implementação de métodos mais dinâmicos para o estudo da literatura, tornar, para os alunos, mais prazeroso o ato de ler, com o fito de que eles desenvolvam apreço por essa atividade. Além disso, o Governo deve investir nas regiões do país menos favorecidas economicamente para proporcionar condições igualitárias de acesso à literatura. Dessa maneira espera-se que, tal como Matilda, a população desenvolva o hábito de ler.