Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 14/06/2021

No filme intitulado Matilda, temos uma criança que em seu ambiente familiar é desestimulada em relação à leitura, contudo, a criança descobre a biblioteca pública de sua cidade, fazendo dos livros um refúgio de descobertas e aprendizados. Posteriormente, vemos a mesma no ambiente escolar, sendo ainda mais incentivada á leitura, pela própria educadora. Essa ficção, se faz muito presente nas realidades brasileiras.

É perceptível, como a ficção, ainda se reproduz ao dia-a-dia. Vemos cada vez mais, pais e responsáveis atribuindo ao ambiente escolar a responsabilidade única de incentivar os jovens e crianças a leitura. Esse pensamento acaba se perpetuando a longo prazo, visto que muitos educadores só frisam a leitura por conteúdo didático para provas em sala de aula, fazendo esses jovens se tornarem adultos com pouco ou nenhum interesse em leitura além do nicho escolar.

Conforme os dados da pesquisa, divulgada pelo Pró-Livro em 2020, o brasileiro lê em média, cinco livros por ano – 2,5 inteiros e 2,4 em partes. Toda essa pesquisa detalhada traz o conjunto de como atualmente os indivíduos estão tendo não apenas menos espaços para leitura, mas também desinteresse e menos recursos. A citação de Antônio Candido nos fala que ‘’a literatura humaniza’’, é através da leitura que temos a educação, conhecemos outras culturas e principalmente a facilidade à informação e suas interpretações.

Com o início da pandemia, houve ainda mais uma queda à leitura, dado que muitas bibliotecas tiveram suas portas fechadas e nem todos os indivíduos possuem acesso a livros digitais ou recursos para a compra dos físicos. Ainda em 2020, iniciou-se a campanha intitulada Defenda o Livro, sendo contra a reforma tributária cuja taxação é 12% em cima dos livros – o que diminui ainda mais o compra dos mesmos.

Torna-se evidente, portanto que o Governo amplie o acesso à leitura através de bibliotecas cujo não seja restrito somente aos alunos, mas que funcione em horários que a comunidade possa ter acesso e ser estimulada a essa prática. Sob o mesmo objetivo, deve-se preparar educadores para que cultivem a prática de outras leituras – além das didáticas – no ambiente escolar, bem como a preparação de material acessível a deficientes auditivos e visuais também deve-se fazer presente. Trazendo assim mais acessibilidade na prática para os brasileiros.