Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 12/06/2021

No livro “A menina que roubava livros”, a protagonista Liesel é uma garota pobre e não tem condições de comprar livros, com isso, consegue ganhá-los de uma mulher rica que deseja ajudá-la. Porém, infelizmente, é fato que nem todas as pessoas de baixa renda têm esse privilégio, dessa forma, continuam privados do hábito de ler. A partir dessa análise, é notável que o fenômeno acontece devido à chegada das novas tecnologias, somado a elitização da leitura.

Primeiramente, é fato que os smartphoness e computadores se tornam mais atrativos à grande massa, em comparação aos livros. Isso porque, com a Revolução Tecno-Científica, os celulares se apresentam como aparelhos essenciais para o convívio social, além de atribuir status ao usuário. Nessa perspectiva, a população tende a dar prioridade à compra de novas tecnologias.

Ademais, observa-se que parte da sociedade não tem acesso a leitura, consequência dos altos preços. Dessa forma, de acordo com Diderot e D’Lambert, autores da “Enciclopédia”, a educação deve ser para todos, do contrário, as pessoas se mostram alienadas. Com isso, a leitura, como forma de educação se prova primordial para evitar uma população alienada.

Portanto, é claro que muitos cidadãos não têm o hábito de ler e, por isso, medidas precisam ser tomadas. Logo, é dever do Ministério da Educação propor, por meio de investimentos, a criação de bibliotecas públicas virtuais. Essas deverão estar disponíveis para smartphones, computadores e tablets, por intermédio da Play Store e da Apple Store. Com essa ação, a sociedade se torna menos influenciável e desenvolve habilidades como a interpretação de texto. Assim, o pensamento de Diderot e D’Lambert será, finalmente, inaplicável.