Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 25/06/2021

A Constituição federal de 1988 prevê em seu artigo 6 o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal direito não tem se repercutido com ênfase na prática quando se observa os desafios para a prática da leitura no Brasil. Dessa forma, em razão da falta de ação do governo e da elitização dos livros, a universalização dessa garantia social está se tornando cada vez mais difícil.

Nesse cenário, ressalta-se, de início, a ineficiência governamental como um fator dos desafios à leitura. De acordo com John Locke, essa falta de medidas do governo configura-se como uma quebra do “contrato social”, já que o papel do Estado garante aos cidadãos um direito tão vital quanto à educação. Nesse contexto pode se observar a falta de investimento no meio literário que é visto muitas vezes como dispensável, além de que há a banalização de autores e escritores, em que muitos são desmotivados a seguir qual profissão.

Ademais é válido acrescentar eletrização dos livros como impulsionador do problema. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil é hoje o sétimo país mais desigual do mundo. Tal disparidade é nítida na prática da leitura visto que o acesso para compra de livros fica restrito a parcela da população com certo poder aquisitivo. Assim, é preciso diminuir a desigualdade social no país para atuar sem problema.

Portanto, é necessária a implantação de medidas para a diminuição ou possível superação desses desafios. O governo federal deve criar uma agenda econômica mais democrática, por meio da destinação de recursos para grupos excluídos, a fim de reverter à desigualdade social que se instala no problema. Tal ação pode, ainda, ser divulgada na mídia para que a população tome conhecimento. Dessa forma, os direitos constitucionais e ser garantidos.