Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 29/06/2021
De acordo com o sociólogo Thomas Humphrey Marshall, “ser cidadãos é gozar plenamente dos direitos e conseguir exercer os deveres de cidadãos.” Ademais, esses direitos são civis, políticos e sociais garantindo a prática da leitura como um exercício cultural e de lazer. Entretanto, conforme “Retratos da Leitura” uma pesquisa de âmbito nacional, o Brasil perdeu nos últimos quatro anos, mais de 4,6 milhões de leitores. Diante disso, deve-se analisar a ineficiência governamental e a desinformação que causam a problemática em questão.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a ineficiência estatal contribui para a não democratização literária no país. Isso acontece porque o Estado deixa de cumprir o artigo 6° da Constituição Cidadã, pois não promove de forma eficaz a difusão da prática da leitura. Nesse sentido, segundo o atual Ministro da Economia, Paulo Guedes do governo bolsonarista, propôs a taxação de livros literários com o argumento de que estes não são consumidos pelos mais pobres. Consequentemente, é direito do cidadão a prática da leitura, incentivando a todos e não desestimulando , uma vez, que essa ação é uma atitude de lazer e também contribui para o desenvolvimento da nação.
Em segunda análise, é fundamental enfatizar que a desinformação é outro fator relevante. Isso decorre pela falta de acesso à informação, o incentivo, devido aos sucateamentos das escolas. Logo, segundo a empresa televisiva da Alemanha DW (Deutsche Welle) o Brasil levará 260 anos para atingir o nível de leitura dos países ricos. Nesse viés, é válido lembrar que o exercício da leitura promove um cidadão informado, reflexivo e compreensivo em todas as áreas, além de garantir um trabalho eficiente, os quais exigem habilidade de leitura e produção de texto. Por consequência, é necessário a informação para a ampliação do hábito da leitura.
Depreende-se, portanto, que a ineficiência governamental e a desinformação provocam a problemática em questão. Sendo assim, cabe ao governo em parceria com o Ministério da Educação investir em cursos de especialização de professores, projetos escolares como o Zé do Livro, um método de roda e discussão de leitura que engloba a escola, bem como, a família do discente com o intuito da formação de bons leitores. Além disso, a Secretaria da Cultura deve ampliar as bibliotecas e os projetos já existentes, como bibliotecas abertas para a formação de cidadãos de opinião, neutralizando assim, a desinformação. Como efeito é de se esperar, que esse problema seja atenuado fortalecendo a ideia do sociólogo supracitado e estimulando a prática da leitura.