Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 18/07/2021
O escritor brasileiro Monteiro Lobato afirmava que “um país se constrói com homens e livros”. Por meio desse pensamento, é possível compreender o papel indispensável da leitura para a construção de uma nação que progrida constantemente. Entretanto, na realidade nacional contemporânea, o número de indivíduos que se interessam ou pratiquem a leitura é extremamente baixo, fator que afeta não apenas a formação educacional e criticidade dos brasileiros, como também o desenvolvimento país. Nesse sentido, convém analisar as causas econômicas e educacionais para que o hábito de ler seja tão raro no Brasil.
Em primeiro plano, é relevante ressaltar que a discrepância socioeconômica existente em solo nacional é um fator crucial para que o número de leitores seja baixo. Sob essa ótica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 13,7 milhões de brasileiros vivem em situação de pobreza extrema, fator que dificulta o acesso por parte dessa parcela da população à literatura. Essa triste realidade ocorre devido ao alto preço de livros no país, bem como a inexistência de bibliotecas e livrarias em áreas marginalizadas e rurais. Desse modo, medidas são necessárias para resolução da problemática.
Ademais, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Nessa lógica, a educação possui papel crucial na construção de hábitos e perspectivas de um indivíduo ao longo de sua vida. Todavia, a inexistência de ações dentro do âmbito escolar relacionadas à prática da leitura nas escolas ao redor do Brasil, como bibliotecas e projetos de leitura compartilhada, são fatores de suma relevância para que, atualmente, apenas 52% da população brasileira seja leitora, segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”. Portanto, a atual conjuntura deve ser modificada para a construção de indivíduos conscientes e críticos por meio dos livros.
Dado o exposto, ações devem ser realizadas para que a prática da leitura no Brasil ocorra de forma democrática. Dessa maneira, a fim de aumentar o número de jovens leitores em solo nacional, o Estado, órgão responsável pela população brasileira, por meio de parcerias com livrarias, deve desenvolver cartões com créditos para a compra de livros e direcioná-los para a população de baixa renda, de modo com que essa parcela economicamente excluída possua a possibilidade de comprar títulos literários e desenvolver o hábito de ler. Assim, será possível transformar a realidade atual do país e garantir o seu progresso, bem como está previsto na bandeira nacional.