Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 30/07/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, caracterizada pela ausência de conflitos e de problemas. Todavia, o que se observa na atual realidade braslieira é o oposto do que o autor prega, uma vez que existem desafios para a prática da leitura, o que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto da desigualdade social e da falta de ações estatais. Primeiramente, a desigualdade social vem da má gestão e distribuição de renda e afeta, principalmente, famílias carentes que vivem em comunidades, sem acesso à educação e à cultura. Esse caótico paronama, rompe o artigo 6º e o artigo 215º da Constitução Federal, que afirma ser dever da União garantir os direitos sociais à educação e o acesso à cultura. Somado a isso, tem-se a falta de informações disponíveis por parte do Estado, que colabora para uma sociedade não leitora. Assim, torna-se evidente a ineficácia governamental, que não cumpre o seu dever ao não disponibilizar ferramentas que propiciem a leitura. Segundo o sociólogo Rousseau, é função do Estado o cumprimento de uma sociedade integrada e harmônica. Nesse sentido, ao não desempenhar funções eficazes, o governo contribui para uma sociedade desinformada. Infere-se, portanto, que medidas são necesárias para que os desafios para a prática da leitura sejam resolvidos. Visto isso, urge que o Estado, na figura do Ministério da Economia, por meio de investimentos, crie políticas públicas eficientes que aparem as pessoas desfavorecidas e incetivem a prática da leitura nas comunidades, isto é, oferecer suporte financeiro para as famílias de baixa renda e para as bibliotecas públicas, por meio de auxílios e emprestimos, a fim de diminuir as desigualdades sociais. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação, intensificar a abordagem da importância da leitura nas instuições escolares, mediante de palestras e projetos, com a finalidade de incentivar crianças e joves a lerem. Desta forma, a cidadania caminhará para a “Utopia” de Thomas More.