Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 31/08/2021
‘‘Mais de 60% da população brasileira considera a leitura uma fonte de conhecimento para a vida’’. É o que diz a pesquisa ‘‘Retratos da Leitura no Brasil 3’’, propagada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2011. Entretanto, tendo em vista, que aproximadamente metade da população não tem o hábito de leitura, chega a ser preocupante. Tal cenário se intensifica, especificamente, devido negligência do Estado, visto que há uma ausência estrutural nas escolas e a necessidade de incentivo no âmbito familiar. A partir disso, verifica-se a primordialidade de medidas para atenuar esse problema.
Sob tal perspectiva, é lícito postular, em primeira análise, que a falta do hábito de leitura sempre esteve presente, em virtude da estrutura não adequada nos ambientes estudantis. Uma reflexão mais aprofundada dessa problemática pode ser feita por meio dos dados divulgados pelos veículos de comunicação, os quais comprovam que 36% dos estabelecimentos escolares não possuem biblioteca, e se restringido para rede pública, o percentual é ainda menor: 31%. Em vista disso, fica nítido que mesmo com o passar dos anos, o Estado não investiu o suficiente para aumentar esses números. Diante disso, percebe-se a falta de interesse dos estudantes, por muitas vezes dar preferência aquilo que acha em teoria mais legal, e se os alunos que possuem algum tipo de dificuldade não tiver nenhum acompanhamento, é mais um obstáculo. Logo, torna-se comum vizualizar no âmbito social, cenas que retratem esse empecilho.
Em paralelo a isso, é perceptível a carência da iniciativa por parte dos familiares que moram junto com a criança a tomar o gosto pela leitura, visto que, muitos não leem se quer cinco livros durante o ano. Como o poeta Mário Quintana falou em um dos momentos de sua vida, ‘‘que os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem’’. Notando-se que, hodiernamente, esse discurso ficou apenas no oblívio, e se não for lembrado e praticado, o desábito continuará e prejudicará outras áreas da educação também. Assim, é notório as barreiras que impedem o desenvolvimento da sociedade.
Fica evidente, portanto, que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar esse inconveniente. Assim, o Estado - Ministério da Educação, como encarregado de projetar medidas palpáveis -, deve atuar para implementar um projeto além da implementação de mais ambientes de leitura, como as bibliotecas, a capacitação dos professores, a fim desses serem mais influentes em relação a leitura, com o propósito de possibilitar um meio mais didático para os jovens estudantes do Brasil. Dessa maneira, dar-se-á o primeiro passo para mudar tal situação.