Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 05/08/2021
Com a chegada da família real ao Brasil, em 1808, foi construído atratativos, como a Biblioteca Nacional e o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, mas tais feitos não eram difundidos para todas as camadas sociais. Dito isso, hoje, os desafios para o acesso ao livro, assim como outrora, é presente no país, o que prejudica o desenvolvimento intelectual dos brasileiros. Nesse viés, a importância da leitura para o país e a relação da desigualdade com a sua difusão são pontos que valem ser destacados.
É útil ressaltar, de início, que, sem a democratização do acesso ao livro, o bem-estar social não é alcançado. Nesse sentido, ao retomar o sociólogo Florestan Fernandes, o qual denomina que a educação é o principal meio de libertar um povo de qualquer situação ruim, assim, depreende-se que privar o ser humano da leitura didática ou não, encamilha-o para uma situação de inferiorização. Dessa forma, o apredizado técnico e imagético do indivíduo é prejudicado, devido à falta de um hábito de leitura, o que acerreta a diminuição da criatividade e criticidade. Tal contexto denota, por conseguinte, um quadro de caos social que precisar ser combatido.
Ademais, é imprescindível discutir como a realidade socioeconômica do país está relacionada à problemática do não acesso ao livro. Isso ocorre, porque, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a desigualdade no Brasil é fruto de um projeto desumano de uma elite, que detém poder político e econômico, ao decorrer dos séculos. Dessa forma, nota-se que essa discrepância social limita o indivíduo no que ele pode adquirir como bem de consumo, nesse caso, uma obra literária. Por consequência disso, tal panorama panorama de exploração, que favorecia e favorece alguns em detrimento de outros, corrompe a dignidade humana e deve ser mudado, para que seja alcaçada a livre prática da leitura.
Percebe-se, portanto, a necessecidade de democratizar a leitura no Brasil. Destarte, o Ministério da Economia deve, por meio do programa “Leitura Universal”, difundir o acesso aos livros, didáticos ou não, no país. Além disso, esse projeto contará com a distribuição de livros nas escolas e descontos na compra de exemplares em lojas cadastradas, esses parceiros terão isenções fiscais, na campanha, tomando como base a renda da unidade familar, para estudantes ou não, bastando apenas comprovação de renda. Desse modo, com essas medidas, mais brasileiros terão acesso ao livro, e, por conta disso, a leitura será ampliada no Brasil, afinal, é chegada a hora de haver equidade social na história brasileira e desprezar práticas segregatórias, como na época imperial.