Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 03/08/2021

“A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.” O trecho citado por Carlos Drummond de Andrade, renomado poeta brasileiro, apresenta de maneira objetiva o reflexo do Brasil no século XXI, dado que uma parcela significativa da população brasileira não pratica o hábito da leitura. Dessa maneira é perceptível que a falta de leitura na sociedade brasileira consolida-se principalmente pela aceleração tecnológica e pela falta de incentivo parental.

Diante de tal cenário, é válido ressaltar, em primeira análise, que as formas de lazer e entretenimento aumentaram em larga escala com o passar do tempo. Segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o brasileiro lê em média 2,43 livros por ano. Dessa forma, é nítido que tal cenário é construído principalmente pela ascensão da tecnologia, como a criação da televisão, smartphones e videogames, as quais são as principais fontes de diversão para os jovens. Sendo assim, torna-se comum a visualização de notícias que retratem essa problemática no âmbito social brasileiro.

Ademais, é notório a ausência de incentivo por parte dos pais, uma vez que, de acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de não alfabetizados no país é de, aproximadamente, 11 milhões de indivíduos, destes, 53% afirmam que nunca foram incentivados a desenvolver o hábito da leitura por seus pais, isto posto, identifica-se que a maioria dos problemas sociais no país devem-se à falta deste incentivo na infância e, por conseguinte, a escassez dessa prática. Em vista disso, percebe-se que tal problemática continua assolando o desenvolvimento da leitura na sociedade.

Em face a tais informações, por fim, é lícito concluir que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar tal problema. Portanto, cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Cidadania analisar, por meio de fiscalizadores sociofamiliares e por profissionais da área educativa, possíveis casos de analfabetismo na infância e incentivar a prática da leitura, tendo como objetivo diminuir e, eventualmente, acabar com a taxa de não alfabetizados no país, além de introduzir os livros como forma de ganho de conhecimento que perdurará até a vida adulta. Além disso, faz-se essencial nortear parte da verba federal para a mídia a fim de antenar os pais sobre a falta da leitura e suas consequências para o desenvolvimento individual de suas crianças. Somadas essas medidas, quem sabe assim, será possível, dar um passo rumo a uma sociedade enriquecida de conhecimento.