Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 07/08/2021
“Um país se faz com homens e livros”. A frase dita por Monteiro Lobato demonstra o peso da leitura na vida das pessoas, porém, infelizmente isso não consta como algo relevante pelos brasileiros. Dessa maneira, tal fato acontece por conta do descaso do governo e pela falta de incentivação da prática no âmbito familiar. Com isso, é lógica a necessidade de medidas que resolvam esse problema.
Diante de tal cenário, é válido ressaltar, em primeiro plano, o desprezo do poder Executivo diante dessa adversidade, o qual pode ser comprovado pelo mesmo através do anunciamento feito em 2017, onde afirmou que vai ficar ao menos quatro anos sem entregar novos livros de literatura para bibliotecas de escolas públicas, além de extinguir o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). Portanto, fica nítido que o governo federal não se importa em formar indivíduos com um nível de conhecimento decente, uma vez que cerra o investimento na educação sem justificativa alguma, explicitando o seu interesse nessa área. Sendo assim, faz-se frequente a indiferença dos jovens na leitura.
Ademais, é perceptível a carência de incentivos desse hábito na família e o filósofo John Locke mencionava que o indivíduo nasce como uma folha em branco, e obtém conhecimento nessa esfera. Logo, a construção de uma base literária sólida dentro de casa tem uma importância significativa ao longo da vida da criança, visto que a família é a primeira instituição social do ser humano, sendo por meio dela empregado o ensinamento preciso para o convívio social. Por isso, fica notório que essa problemática torna-se um desafio imenso para a prática da leitura.
Em face a tais informações, conclui-se que é urgente a adoção de atitudes que solucione essa questão. Assim, o Ministério da Educação (MEC), como setor estatal responsável pelo ensino público, deve investir o dinheiro proveniente dos impostos na criação de bibliotecas e na compra de livros para as escolas, açém de projetos e propagandas com profissionais da educação que aproxime os estudantes da literatura. Também cabe à família o diálogo e a conscientização acerca da leitura, introduzindo-a desde a infância de uma maneira descontraída e prazerosa, para que se estenda do colégio até o ambiente familiar, viabilizando o hábito na sociedade. Somadas essas medidas, as próximas gerações podem ter um presente e um futuro com maior conhecimento, autodescoberta e compreensão da complexidade do mundo, formando, de fato, cidadãos críticos.