Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 06/08/2021
No filme “Sociedade dos poetas mortos”, o professor de literatura, John Keating, se mostra contrário ao método inflexível de ensino, pregado pela instituição e assim utiliza modos não convencionais para orientar seus alunos. Sob este viés, a forma educacional brasileira se revela engessada nos métodos, o que dificulta o fascínio dos estudantes para compreender os livros. Dessa forma, é uma lástima que o estímulo à prática da leitura esteja obsoleta para a população brasileira, uma vez que a negligência nas instituições de ensino e os excessos de informações nas redes sociais restringem cada vez mais os leitores do país. Assente então ao analisar a problemática e buscar outros meios para melhor educar essa sociedade.
Sob tal perspectiva, é lícito postular, em primeira análise, que a rigidez das escolas inviabiliza a interpretação dos alunos, tornando-os desinteressados pelos livros. Esse fato é comprovado pela pesquisa feita pelo Banco Mundial, em que 24% dos brasileiros, em 2015, não liam por falta de paciência. Diante disso, constata-se que o desleixo dessas pessoas está diretamente ligado a indolência governamental que ocorre na grade curricular do liceu, visto que existe defasagem logo nos primeiros anos o que dificulta o esclarecimento do texto em conseqüência ocorre a perda de estímulo que futuramente se torna preguiça. Dessarte, a estrutura educacional frágil do país acresce os baixos índices de leitores.
Além disso, é notória a despreocupação dos possíveis leitores, visto que a infinidade de fatos encontrados na web continuará à disposição para a pesquisa. Nesse contexto, o livro “Modernidade Líquida” de Zygmunt Bauman justifica o desdém da população com os livros quando exposto a má durabilidade das relações na sociedade. Assim, para as condições atuais, as obras literárias são efêmeras, pois a rapidez do cotidiano torna a rotina da leitura um estorvo. Logo, continua conveniente aos brasileiros o acesso rápido ao exagero de informações. Então, ocasiona a inaptidão dessas pessoas para esse hábito.
Fica evidente, portanto, que o hábito de ler no Brasil continuará em declínio, pois não apresenta nenhum tipo de mudança significativa na forma como é ensinado nas escolas. Logo se faz necessário que o ministério da educação torne os componentes curriculares aptos para causar interesse nos estudantes. Assim, por meio de leis que busquem o incentivo da leitura nas escolas. A fim de formar mais leitores aptos e, então, fortalecendo a prática dessa ação. Espera-se com essa medida a presença ativa de mais leitores no país.