Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 10/08/2021

A prestigiada série e livro “Anne com E” enfatiza a protagonista Anne, a qual ama ler e tentou ajudar seu amigo a criar o hábito, inicialmente ele negou mencionando ser perda de tempo, pois ele já trabalhava. A partir disso, elucida-se uma relação com a atualidade, especialmente o desinteresse em relação à leitura. Levando em consideração a negligência estatal com os altíssimos preços dos livros, tornando-se algo elitizado, como também a obrigação de leituras clássicas não sendo de interesse das crianças nas escolas. É visto que esse revés deve ser solucionado o quanto antes.

Sob tal viés, nota-se, de início, que é preciso salientar tais fatores combinados para a estruturação dessa problemática. Um deles é o encarecimento de exemplares, fazendo, então, com que poucas pessoas tenham acesso. Como afirma Ednilson Xavier, o motivo dessa escassez de leitura é devido à falta de convergência facilitada por meio financeiro. É perceptível que essa falta de subsídio informacional é um dos causadores dos índices de leitores irem caindo drasticamente a cada ano que passa, trazendo consigo uma possível quebra no mercado financeiro referente a obras literárias. Evidencia-se, então, que há uma carência de leitores de manuscrito associado ao aumento de usuários nas redes sociais, fomentada com a questão financeira.

Ademais, é perceptível o desinteresse de crianças e adolescentes nos livros propostos pela escola, alguns até não apropriados para tal idade, pois os alunos não têm maturidade suficiente para interpretar a obra. Dessa forma, um estudo realizado pelo Instituto Paulo Monteiro em 2016 afirma que 27% dos brasileiros são considerados analfabetos funcionais. Ou seja, esses 27% não tiveram o apoio devido das escolas, trazendo o malefício desse número aumentar corriqueiramente, mostra-se assim, que essa problemática só tende a aumentar se essa situação não for julgada corretamente e uma atitude ser tomada.

Urge, portanto, que o Ministério da Educação deve propagar campanhas de feiras do livro gratuitas, totalmente patrocinadas pelo governo, com o escopo de projetar a distribuição de obras literárias dentre todos os gêneros para pessoas que não possuem condição de adquirir esse objeto de luxo. Com o destino final apontado para o crescimento de leitores pela nação verde-amarela e decadência dos altos níveis de pessoas analfabetas nas cidades brasileiras.