Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 11/08/2021
“Quando criança só pensava em ser bandido”. O trecho da música “Faroeste Caboclo” mostra de maneira nítida o pensamento das crianças brasileiras pobres, essas que não tem condições de estudar, e, por falta de amparo escolar, acabam encontrando no crime uma forma de conseguir dinheiro fácil e rápido. A partir disso, verifica-se a necessidade de não apenas investir em educação, mas sim adequá-la para que os jovens possam estudar com qualidade sem precisar entrar no crime.
Diante de tal cenário, é importante ressaltar a seriedade da educação numa sociedade, o filme Central do Brasil retrata a influência da leitura e da educação na vida de uma pessoa, a cena inicial do filme mostra uma ex-professora escrevendo cartas para analfabetos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, próxima a 11,3 milhões de pessoas com mais de 15 anos analfabetas no Brasil. Sendo assim, torna-se comum visualizar no âmbito social brasileiros que possuem essa defasagem no ensino.
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o Poder Público deve cuidar das atividades que envolvem uma coletividade, dentre elas, a educação. Ademais, as políticas públicas não são eficazes. Entre 2017 e 2021, o governo brasileiro investiu mais de 500 bilhões de reais na educação, sendo 140 bilhões no ensino superior, já no ensino básico, onde está o problema real, foi investido apenas 68,8 bilhões, menos da metade do ensino superior . O investimento em educação triplicou nos últimos 10 anos, mas a qualidade do ensino decaiu exponencialmente, isso se deve ao fato da má gestão dos políticos em gerenciar os investimentos do governo federal, todas essas informações estão disponíveis no site do Governo Federal.
Após visualizar as informações, é de grande importância adotar medidas para que o problema da educação e da leitura se resolvam no Brasil. Assim, a mídia deve adotar e promover maior benefício sobre o tema, além de incentivar a população a cobrar dos políticos como perdas relevantes na qualidade do ensino. É dever do Ministério da Educação resolver estes problemas, seja com projetos estudantis ou com trabalhos extracurriculares. Somando estas medidas, será possível construir um novo Brasil, onde nele o ensino seja aprecidado e a leitura valorizada.