Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 14/08/2021
No antigo Egito, existia uma classe social chamada de Escribas, e sua função era escrever documentos e lê-los ao Faraó. Essa classe era extremamente valorizada pelo simples fato de saberem ler e escrever. Porém, milênios depois essa dádiva dos escribas tornou-se comum no mundo todo. Apesar disso, poucas pessoas no Brasil têm motivação para ler, seja pela falta de incentivo escolar ou pela acessibilidade financeira. Assim, a Literatura no Brasil torna-se desvalorizada.
Primeiramente, é importante falar acerca da falta de incentivo sobre a literatura. De acordo com pesquisas feitas pelo Instituto Pró-Livro no ano de 2018, 30% dos professores escolares não têm o hábito de leitura. Isso demonstra o quão desvalorizada é a literatura no nosso país, onde, em média, 44% da população não tem o hábito de leitura. Isso acaba refletindo no público estudantil e da forma como a temática é abordada na sala de aula, que, infelizmente, na visão do estudante o livro é apenas a resposta para uma questão de prova.
É certo que o preço dos livros acaba se tornando um problema para os leitores. Segundo o Projeto de Lei (PL) 3.887/2020, haverá um aumento de impostos de 12% nos livros, fazendo com que o preço das obras aumente em 20%. Não há dúvidas de que acabaria afetando o bolso do consumidor, ainda mais para quem vive de uma renda menor uma vez que os preços já são altos antes mesmo do aumento. Assim, a falta de incentivo - que não gera interesse - e os altos preços - que distanciam ainda mais - criam desafios para a leitura no Brasil.
Em suma, há uma barreira perante a leitura na sociedade brasileira. Logo, deve ser criado, com a participação do Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Cultura, um projeto em escolas no qual se valorize a literatura por meio de projetos literários abordando temas mais atuais. Para que assim desperte o interesse dos alunos pela leitura. Além disso, o governo precisa investir mais na literatura para que as obras tornem-se mais acessíveis à sociedade.