Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 14/08/2021

Consta na atual Carta Magna Brasileira, entre os objetivos fundamentais da república, o de garantir o desenvolvimento nacional. Entretanto, com o grande percentual de brasileiros que não exercem a leitura de forma constante, esses indivíduos são formados com pouco senso crítico, criatividade e concentração, habilidades estas, que são desenvolvidas por livros, e, desse jeito, a nação fica estagnada. Nesse contexto, é necessário analisar que a falta de incentivo do governo brasileiro e a perda do hábito de ler desde jovens, são os maiores desafios para a prática da leitura no Brasil.

Dessa forma, o governo que deveria estimular e induzir o costume da leitura, não está cumprindo o seu papel. Nesse âmbito, de acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada  de modo que por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Sob tal ótica, muitos brasileiros não têm acesso aos livros por culpa do governo, seja pelo fato de não possuir bibliotecas por perto, ou os altos impostos sobre os livros, e por isso, eles não estão sendo tratados de maneira igual perante os demais. Faz-se necessário então, reformular as atitudes governamentais de modo a reverter essa lastimável situação presente no território nacional.

Outrossim, é nítido que os jovens não foram corretamente incentivados desde pequenos, e acabaram perdendo o costume da leitura. Isto posto, segundo John Locke em sua teoria da “tábula rasa”, o ser humano é como uma folha em branco, que vai sendo escrita de acordo com as suas experiências de vida. Diante de tal perspectiva, em casa no qual a criança tem o primeiro contato social, inúmeros são os pais que preferem dar aos seus filhos, celulares para eles terem algum sossego. Nesse sentido, na escola, eles recebem livros que são muito complexos e acabam perdendo a vontade de ler a longo prazo, e, à vista disso, as crianças estão tendo a sua folha escrita com linhas tortas. Destarte, é necessário haver medidas que encorajem os jovens ao retorno dessa prática.

Portanto, são indispensáveis, transformações que tratem com maior importância o aumento da prática da leitura no Brasil. Dito isso, cabe ao Ministério da Educação, enquanto maior responsável por essa conjuntura, realizar investimentos, através do aumento do percentual do PIB destinado à implantação de ferramentas como bibliotecas ao ar livre, que são imprescindíveis para o acesso à leitura. Para que, assim, possa-se garantir o acesso democrático aos livros e o equilíbrio social anteriormente apresentado por Aristóteles. Do mesmo modo, é mister que o Estado Brasileiro, órgão de maior poder e autoridade do país, crie um caminhão do livro, que passaria nas áreas com menos índice de leitura e no qual as crianças poderiam pegar emprestado de graça um livro e depois devolver. Sendo assim, as crianças e adolescentes, vão recuperar o hábito da leitura de forma didática e divertida.