Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 14/08/2021
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado em 1990, é um grande marco para esse grupo na defesa de seus direitos. Entre estes, está aquele que se refere à uma educação de qualidade, na qual se faz como essencial a prática da leitura, ato o qual vem sofrendo diversos desafios no país, não só nessa faixa etária, mas na população em geral. As causas desse problema estão relacionadas à ineficiência estatal e das famílias em si em promover tal ação.
Primeiramente, a falta de eficiência do Estado quanto ao tema é uma grande problemática. Prova disso, é o menor gasto histórico com a educação em 2020, desde que se começou a medir sobre o referido assunto. Demostra-se, pois, a despreocupação do poder público em habilitar a leitura na nação. Isso se dá, em razão de diversos motivos, tais quais a corrupção e a própria falta de planejamento, formando-se, dessa forma, um ciclo vicioso de inaptidão de leitores.
Paralelamente a isso, o baixo engajamento dos responsáveis em relação a essa tratativa também deve ser visto. Descumpre-se, logo, um dos alicerces da Teoria do Indivíduo, do filósofo inglês Jonh Locke, a qual trata, entre outras coisas, como direito de qualquer pessoa a igualdade, feito a de ensino, sendo esta prejudicada, no contexto em questão, pela deficiente estimulação, por parte do círculo familiar, ao processo de ler. Isso acontece, seja por falta de tempo, seja por falta de conhecimento dos tutores sobre o mesmo, o que mostra que as dificuldades começam das estruturas mais básicas da comunidade.
Portanto, precisa-se coibir essas problemáticas, que se encontram desde a base até o topo da sociedade. Destarte, as escolas devem, por meio da criação de grupos de estudos de livros, nos quais estão pais e alunos, estimular a prática da leitura, a fim de se dinamizar o gosto por essa atividade por ambas as partes. A partir disso, o Brasil terá uma aparato educacional de qualidade internacional.