Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 17/08/2021

De acordo com o ex-presidente Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Sob esse viés, cabe ressaltar que o conhecimento é primordial para o corpo social, como também os benefícios que ele proporciona agrega no cotidiano, como a leitura que é pouco instigada na contemporaneidade. Nesse sentido, ao observar esses impasses, sabe-se que ele está vinculado à má formação familiar e à má influência midiática. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.

Em primeiro plano, é imperioso destacar as causas desta problemática. Conforme o sociólogo Talcott Parsons – “A família é uma máquina que produz personalidades humanas” – ou seja, a influência familiar é o principal fator para o desenvolvimento da criança. Além disso, quando os pais não incentivam o hábito de ir à escola e, principalmente, a leitura, os filhos se tornam preguiçosos e não se dispõem a aprender, gerando, assim, uma juventude pautada no comodismo. Desse modo, é necessário ações para mitigar a vigência dessa atividade.

Ademais, é fundamental à má influência midiática como impulsionadora do problema no Brasil. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu – “Aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta, não deve ser convertida em mecanismos de opressão simbólica” – ou seja, a mídia se tornou uma grande influenciadora para crianças hodiernamente. Bem como, tendo como exemplo o aplicativo TikTok – aplicativo de dança – que gerou uma grande repercussão entre as crianças, se tornando o principal meio de aprendizagem virtual, deixando de lado livros importantes para a melhoria da compreensão textual e do léxico. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.                                 Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação – grande responsável pela educação no país – e o Mídia – precursora de informações – ofereçam campanhas em redes sociais e palestras nos grandes centros urbanos por meio de bibliotecas para dinamizar o apreço da leitura para todo o corpo social e todos os públicos. Outrossim, os pais busquem instigar o prazer pelo conhecimento diariamente aos seus filhos, proporcionando uma educação benéfica para todos e que seja abrangente, excluindo usos de aparelhos celulares em quaisquer situações para não influenciar as crianças com faixa etária com menos de dez anos, a fim de que possam formar um alicerce essencial para o desenvolvimento da criança. Assim, se consolidará uma sociedade mais empática, expandindo a educação para todos, como afirma Mandela.