Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 17/08/2021
Com o advento do Renascimento Cultural, no século XVI, houve a criação da Imprensa por Johannes Gutenberg, com o objetivo de tornar o acesso a informações mais próximo da população alemã. Entretanto, no Brasil atual, essa facilidade se transformou em um desafio, haja vista que a prática da leitura é quase ausente na sociedade, corroborando para o aumento da falta de instrução, bem como a perda da criticidade dos indivíduos. Nesse viés, não somente a desvalorização do ato de se elucidar por meio do estudo, como também a não democratização do hábito de adquirir conhecimento auxiliam para o agravamento dessa problemática.
A priori, “O homem que não lê vibe apenas uma vida”, consoante ao escritor estadunidense George R. R. Martin o indivíduo que não possuem a prática da leitura é prejudicado cultural e intelectualmente. Em paralelo à citação, no território brasileiro, a negligência ao hábito de busca por instrução é visto como perda de tempo pela sociedade, uma vez que tal atitude requer que o leitor possua elevado grau de educação e que abdique um momento do dia para tal atitude de elucidação. Nesse contexto, o indivíduo que não procura a sapiência está alheio à perda da subjetividade e criticidade, limitando-se a uma única visão de mundo e realidade e uma opinião facilmente mutável.
A posteriori, a obra cinematográfica “Central do Brasil” retrata a história de uma mulher que trabalha em uma rodoviária escrevendo cartas de pessoas analfabetas para familiares ou amigos desses indivíduos, logo ela percebe a importância da prática da leitura e da escrita. Analogamente à ficção, não há a democratização do ato de conquistar conhecimentos, visto que o estudo é ineficaz e inacessível para a população mais carente do país. Dessarte, a sociedade, cada vez mais, sofre com a ausência de educação suficiente para a inserção ao ensino superior, ao mercado de trabalho e com a falta do exercício pleno de cidadania pelos brasileiros de classes econômicas muito marginalizadas.
Por conseguinte, há diversos desafios para a prática de leitura no Brasil. Sendo assim, a família possue importante dever de orientar os jovens que somente através do estudo e busca por conhecimento que ocorrerá a ascenção social, além disso o MEC (Ministério da Educação) deve criar projetos - que atendam tanto ao aluno quanto à comunidade - de incentivo ao hábito de elucidação por livros que agregaram à formação acadêmica e do caráter do indivíduo. Visando, portanto, uma sociedade mais instruída e menos ignorante, de modo que as pessoas possuam uma maior criticidade e individualidade para poder possuir opiniões bem formadas e argumentações fundamentadas em dados verídicos e confiáveis.