Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 24/08/2021

Segundo o filósofo grego Platão, em sua obra “A República”, os indivíduos devem viver com sabedoria, o que permitirá pensar nas necessidades de todos. Hoje, porém, a dificuldade do Brasil em lidar com os hábitos de leitura contradiz o raciocínio do ex-pensador, porque circunstâncias deliberadas e imorais afetaram a integridade de milhares de pessoas. Em outras palavras, as questões culturais e a ineficiência das políticas educacionais são pontos que merecem destaque.

Diante dessa situação, cabe destacar, em primeiro lugar, que os problemas relacionados à prática da leitura refletem os costumes instituídos pela população em um determinado período histórico. Nesse sentido, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda relata em seu livro “Raízes do Brasil”, que os indivíduos estão relacionados à cultura local. Assim, à medida que o imediatismo e a mobilidade da sociedade mudaram as visões da leitura e da comunidade, a expansão dos equipamentos tecnológicos que se fortaleceram no último século trouxe novos paradigmas que mudaram completamente as relações interpessoais e os espaços educacionais. Um exemplo dessa situação é o grande número de aplicativos virtuais, como o “Facebook” e os celulares que, devido à grande quantidade de informações nesses meios de comunicação, formaram hábitos de leitura e relacionamento bastante superficiais. Portanto, tal acontecimento representa um quadro de caos social que precisa ser combatido.

Além disso, a falta de políticas de educação social para a educação básica justificava as dificuldades do país nos hábitos de leitura. Isso porque, segundo o filósofo francês Pierre Bourdieu, o preconceito e a origem social estão relacionados à manutenção de certos valores na sociedade. Nessa perspectiva, a falta de bibliotecas públicas e escolares em algumas cidades e a falta de incentivos educacionais, como atividades de ensino e certificados de leitura de livros, dificultam a eficácia da leitura em todo o país. Portanto, segundo o site do G1, além das barreiras culturais nas instituições públicas, não é de se estranhar que a falta de disciplinas literárias no ensino médio também seja a principal barreira para o desenvolvimento da leitura.

Portanto, o desafio da prática da leitura é um obstáculo que precisa ser minimizado. Portanto, como agentes promotoras do ensino e educação social, as escolas devem realizar palestras de cunho social e exposições de ciências, com o objetivo de esclarecer o impacto dos equipamentos técnicos na leitura eficaz e por meio de vídeos demonstrativos e teatros realizados por professores, orientar os cidadãos a lerem corretamente. Além disso, o estado deve aprovar leis de incentivos econômicos para as cidades, construir bibliotecas públicas e ensinar literatura obrigatoriamente nas escolas, com finalidade de incentivar os cidadãos a ler.