Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 30/08/2021
No livro Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, é retratado acerca da queima de livros como uma forma de negar o conhecimento entre a população. Analogamente, a falta de incentivo governamental no desenvolvimento do hábito de leitura no Brasil contribui para a precarização da educação, além da rara prática de leitura entre os jovens. Além disso, a inversão de valores na sociedade em conjunto com a falta de incentivo familiar é um dos grandes fatores responsáveis pela privação de livros no cotidiano nacional, ou seja, com o desenvolvimento da tecnologia, há um número maior de pais e filhos conectados aos dispositivos eletrônicos, esquecendo dos livros como ferramenta social.
Em primeira análise, consoante com o pensamento de Edmund Burke, que profere que é dever do Estado proteger seus cidadãos, deve-se evidenciar a falta de incentivo da autoridade administrativa brasileira na educação e no incitamento da leitura. Além de gerar a rarefeita presença de livros e romances entre os jovens, contribui para a precarização do conhecimento e em casos mais graves, pode ser responsável pelo fenômeno da evasão escolar. Em que os jovens não são influenciados a terem educação ou a dedicarem aos estudos e aos livros, causando não só a precarização do ensino, como a não formação intelectual de diversos cidadãos no território nacional.
Sob um segundo olhar, de acordo com o filósofo John Dewey, educação não é um processo biológico, ela é a própria vida, ou seja, as atividades mentais devem ser estimuladas pois interferem em toda a nossa convivência. Porém, a inversão de valores sociais e a falta de indução familiar no hábito da leitura é visível na sociedade brasileira, em que a presença de dispositivos eletrônicos é preponderante, enquanto a presença de livros é completamente dispensável. Deve-se evidenciar que o cérebro é uma estrutura que necessita ser estimulada para se desenvolver, ou seja, ao incluir atividades intelectuais como a leitura no cotidiano, os pais poderiam melhorar a sociabilidade, a imaginação e a oratória da criança, além de abrir caminho para o desenvolvimento intelectual do pequeno.
Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Educação melhorar o incentivo aos livros, sendo realizado por meio de rodas de leitura nas escolas e bibliotecas em que os alunos possam ter acesso, facilitando e instigando a introdução aos livros entre os jovens, com o objetivo de estimular o hábito da leitura entre a educação brasileira. Além disso, é de função do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos o estímulo da leitura e das atividades intelectuais entre as crianças, em que devem ser realizadas palestras com profissionais da educação, incitando os familiares a inserirem ocupações mentais como a leitura no cotidiano dos pequenos, sendo função da família colocar em prática esses hábitos, com a finalidade de estimular o cérebro para atividades complexas e contribuir com o ensino.