Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 06/10/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação, igualdade e bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que os desafios para a prática de leitura encontram-se efetivados na sociedade brasielira. Desse modo a negligência governamental em consonância com o desabono social são os principais pilares para esses conflitos.
Primeiramente, vale ressaltar a inoperância estatal como perpetuador do impasse. Destarte, de acordo com o IBGE, 60% das cidades brasileiras não possuem bibliotecas públicas. Sob esse viés, denota-se que as pessoas possuem seu direito à educação negligenciado, pois essa falta de livrarias públicas faz com que pessoas de baixa renda, por não possuírem condição social de comprar livros, fiquem sem acesso a literatura. Dessa forma, com essa falta de investimento os desafios para a prática de leitura só aumentam.
Ademais, vale salientar a indiferença social como impulsionadora da problemática. Por essa perspectiva, segundo o filosófo e economista Adam Smith, em sua análise da sociedade, as pessoas atribuem mais valor a bens materiais que ao conhecimento. Sob essa ótica, os cidadãos preferem investir mais tempo ao buscar aumentar seu capital do que usar lendo livros para aumentar o saber. Assim, 70% da população ralata que não tem tempo para ler, como afirmado pelo Instituto de Pesquisa Aplicada.
Portanto, com intuito de mitigar os desafios para a prática de leitura, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Educação reverta essa verba em construção de bibliotecas públicas que, por meio de workshops, nas escolas, a comunidade passaria a saber e usurfruir dos livros. Além disso, é mister a mídia divulgar a importância que a leitura possui na vida das pessoas. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.