Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 03/09/2021

A obra “Utopia”, de Thomas More, retrata uma sociedade ideal, a qual se caracteriza-se pela ausência de confitos. Entretanto, esse raciocínio do escritor difere totamente do atual contexto brasileiro, dado que os desafios para a prática da leitura no Brasil se encontram evidentes na sociedade. Esse preocupante cenário ocorre não só pela negligência do Estado perante essa situação, como também pelo encarecimentos dos livros. Logo, faz-se necessária uma imperiosa análise dessa conjuntura.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que a omissão estatal, no que tange à educação, contribui para a permanência desse quadro. Haja vista que, a carência de profissionais de ensino que incentivam, de uma maneira correta, a prática da leitura evidencia um deficitário sistema educacional, fruto da ineficiência do Estado frente esse panorama. Nesse sentido, tal déficit na formação acadêmica pode, de certa forma, desestimular o hábito de ler entre os jovens, o que, por sua vez, reflete na desinformação sobre diversos assuntos que desenvolvem o senso crítico do estudante, sendo, geralmente, um fator que colabora para cultura da violência no Brasil. Desse modo, uma analogia com a citação de Paulo Freire, a qual menciona: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, mostra-se possível, visto que o papel das escolas é fundamental na construção de jovens que praticam a leitura. Assim, é crucial a mudança dessa problemática.

Ademais, vale pontuar o encarecimento dos livros como um empecilho para a prática da leitura. Dessa forma, cabe destacar que, de acordo com o Ministério da Economia, o livro ficará mais caro no Brasil. Tal dado pode dificultar o acesso à livros para a população brasileira, principalmente, de baixa renda, fruto da desiqualdade social presente no país. Dessa forma, essa inacessibilidade, no que se refere à leitura, impacta negativamente na vida das pessoas, seja na trajetória profissional, seja na capacidade de reflexão do indivíduo. Nesse contexto, torna-se essencial viabilizar o hábito da leitura para a formação de uma comunidade que valorize o ato de ler diariamente, em razão de sua importância.

Portanto, medidas para reversão desta conjuntura são fundamentais. Dessa maneira, concerne ao Ministério da Educação, ramo do Estado responsável pela formação civil, não só incentivar, nas redes de ensino, de forma eficaz, a prática da leitura, explorando, especialmente, a diversidade dos gêneros literários, como também estimular indivíduos a doar livros para a comunidade carentes, em função de sua necessidade, por meio de palestras e campanhas com especialistas no assunto, a fim de diminuir os obstáculos para a prática da leitura no Brasil. Feito isso, será possivel a construção de uma sociedade que aproxima-se da idealizada por Thomas More.