Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 15/10/2021

A célebre frase “A leitura engrandece a alma”, de autoria do filósofo francês Voltaire, enfatiza a importância do hábito da leitura. No entanto, no Brasil, a leitura é uma prática que se mostra ausente apesar dos avanços tecnológicos. Nesse sentido, tal ausência do hábito de ler entre brasileiros deve-se a fatores como o analfabetismo e a baixa dinamização da literatura. Assim, faz-se necessária uma análise afundo da problemática.

Primeiramente, no filme “Central do Brasil”, de 1998, é explorado um problema que assola o Brasil a décadas: o analfabetismo. Em consonância, tal estigma pode ser comprovado por dados do IBGE que afirmam que 29% dos brasileiros de classe baixa são analfabetos. Nessas circunstâncias, tal barreira faz com que muitos brasileiros economicamente desfavorecidos deixem de ler devido a ausência de sua alfabetização. Dessa forma, é necessária uma melhora urgente na rede de ensino público.

Ademais, a ausência do hábito da leitura não se limita à população pobre, e pode ser vista em brasileiros de todos os perfis socioeconômicos. Nessa lógica, tal escassez se deve à baixa aderência das escolas ao incentivo por formas de leitura que sejam interessantes aos jovens. Nesse cenário, vale citar o “audiobook”, que permite o usuário escutar a leitura de livros, otimizando seu tempo. Desse modo, é imprescindível que as escolas adaptem-se ao mundo digital e apresentem a leitura de forma dinâmica, tornando-a algo prazerozo ao invés de uma obrigação.

Por fim, entende-se que a prática da leitura no Brasil ainda se mostra muito ausente, sendo tal ausência impulsionada pela analfabetização e o desinteresse dos jovens pela literatura, que é vista como um “dever”. Nesse contexto, faz-se necessário que o Ministério da Educação invista no revertimento no quadro de analfabetismo no Brasil e numa maior dinamização da leitura através do uso de novas tecnologias. Somente assim, a população brasileira passará a “engrandecer a alma” através da leitura, como ovacionado por Voltaire.