Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 18/10/2021
O livro “A menina que roubava livros” possui uma trama onde a protagonista busca na literatura um refúgio dos males da segunda guerra mundial. A partir de tal perspectiva, é notório que a falta de estímulo, pelos pais e escola, e o avanço das tecnologias fazem com que os números de leitores no país caia cada vez mais.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas públicas para incentivar a leitura no Brasil. Nesse sentido, torna-se evidente que há uma forma equívocada de apresentar a literatura aos jovens nas escolas, tendo em vista que as leituras obrigatórias criam barreiras entre o leitor e o que ele realmente gosta de ler. Concomitante a isso, as figuras paternas ao invés de incentivar a dar o exemplo da leitura, acabam obrigando o filho a fazer tal ato, o que afasta cada vez mais a criança dessa prática, a partir disso o filósofo Immanuel Kant afirma em um um de seus conceitos que " o indivíduo é reflexo da criação que tem".
Ademais, é fundamental apontar o avanço das tecnologias como impulsionador da falta da prática da leitura no Brasil. Segundo a avaliação do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) entre adolescentes com idade entre 14 e 16 anos, as chances de que o estudante leia um livro em detrimento do uso do computador é 10 vezes menos do que entre os mais novos. Diante de tal exposto, nota-se que os jovens ao invés de passarem o tempo livre lendo alguma obra literária preferem ficar nas redes sociais. Logo é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que as escolas por meio de palestras incentivem os jovens a terem a prática da leitura e mostar que a tecnologia pode andar “lado a lado” com o ensino, para deixar mais acessível aos cidadãos o hábito de ler.