Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 18/10/2021

De acordo com o Contrato Social de Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir os serviços necessários para a satisfação pessoal e coletiva da população. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se uma realidade oposta da premissa supracitada, pois os desafios para a prática da leitura do Brasil representa um grave problema, que por debilidade reflexiva, configura o impasse e rompe com a isonomia de direitos. Nesse panorama, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de conscientização presentam o estorvo disposto, hodiernamente, no país.

Em primeiro plano, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção do bem-estar social. Com isso, infelizmente, a sociedade não dispõe de meios que assegurem, efetivamente, as virtudes presentes na Constituição Federal de 1988, a qual garante a todo cidadão um ensino de qualidade. Nesse sentido, o descumprimento da Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, que é restringida de uma educação eficiente. A priori que, a precariedade do ensino público reforça a perpetuação de analfabetos funcionais, que por esse motivo não ler, dado que segundo o portal de notícias da Globo, G1, 62% dos brasileiros não acreditam nas instituições da pátria, na qual tal fato alude ao problema. Desse modo, é visível a incompetência da máquina administrativa do território, posto que ela não cumpre seu dever de anteparo coletivo.

Ademais, é perceptível a falta de conscientização na atual década, visto que a população desconhece assuntos de elevada relevância nacional, especialmente atos de cobranças de leis básicas.

Nesse contexto, vale salientar que, conforme o naturalista Lamarck, o local em que o indivíduo está inserido o influencia e o modifica. Dessa maneira, é válido analisar que o desconhecimento diante da ilegalidade que os direitos sociais se encontram influi decisivamente na sua precariedade e remonta o assunto, já que a carência de informação perante o tema dá persistência ao impasse e estrutura a alienação comunitária, que nesse viés não cobra, de forma intensiva, seus direitos. Logo, é imprescindível uma mudança social para reversão desse quadro caótico.

Portanto, faz-se necessário o debate acerca dos desafios para a prática de leitura no Brasil. Assim, cabe ao Governo Federal, órgão com instância máxima da administração executiva do país, o aprimoramento do ensino público brasileiro, mediante verbas do cofre público, com o fito de prevenir a violação dos direitos humanos e tornar mais atrativo os centros educacionais, com o intuito de reforça a importância de ler. Além de providenciar, com o Ministério da Educação, campanhas, que conscientizem a população na cobrança das virtudes nacionais. A partir disso, será possível minimizar o óbice em pauta e consolidar os preceitos da obra de Hobbes.