Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 19/10/2021

O filme “Matilda” retrata a história de uma criança que, por desacato dos pais, não recebe a educação que merece por não estar matriculada na escola, porém a mesma muda suas circunstâncias ao se autoeducar graças a ajuda da leitura. Hodiernamente, fora da ficção, muitos brasileiros enfrentam situação semelhante, no entanto não possuem tanto acesso aos livros como Matilda, devido à distribuição desigual de renda e a falta de estímulo recebida pelos brasileiros. Diante desse quadro, é necessário que decisões sejam tomadas, com o fito de solucionarmos esse problema.

Em primeira análise, vale ressaltar que a desigualdade de renda é uma das principais causas da prática de leitura precária no Brasil. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2019, 1% da população mais rica detinha 28,3% da renda do país. Nesse panorama, entende-se que pessoas com mais dinheiro disponível possuem melhor educação, o que as leva a ler mais do que as de classes mais baixas. Ou seja, se a sociedade brasileira fosse mais igualitária a oportunidade de leitura seria mais alcançável. Dessa forma, mostra que esse revés deve ser solucionado urgentemente.

Nota-se, outrossim, como a falta de encorajamento dos pais e da escola fomenta o combate ao descaso com o hábito de leitura. Nesse viés. percebe-se que se a criança não possuir incentivo dentro do ambiente familiar está mais propensa a não ter a leitura na sua rotina, devido ao fato de que seus pais não leem habitualmente e nem compram livros para os seus filhos. Ademais, a influência da escola na vida dos estudantes é grande, contudo a mesma muitas vezes não se preocupa em espalhar a leitura no ambiente escolar. Tais situações são reiteradas com o comentário da coordenadora de educação infantil Priscilla Martins Mazzeti “A falta de alunos leitores está relacionada a crianças que não são estimuladas quando pequenas”.

Destarte, ações devem ser tomadas para a leitura se tornar um hábito para toda a sociedade. Cabe ao Ministério da Cidadania criar projetos de leitura para as classes menos favoráveis por meio das escolas e creches, a fim de que todos os cidadãos sejam inclusos. Em paralelo a isso, compete ao Ministério e Secretaria de Cultura fabricar meios de leitura mais dinâmicos com intuito de abrir mais espaço para os livros nas casas e escolas, por intermédio de feiras e divulgação na mídia -trazendo atrações nacionais e foodtrucks. Desse modo, crianças com situação semelhante a da Matilda não tenham que assumir a educação nas próprias mãos como ela.