Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 19/10/2021
O pensamento de Paulo Freire com relação aos livros, revela uma conexão entre a condição humana e a própria realidade, segmentando a interpretação em algo mais complexo e belo à vista de alguém. Em continuidade, os papéis utilizados nas escrituras transborda o conhecimento e o saber cultural de sociedades e seu aprendizado. Porém, com o passar do tempo, ocorreu um certo retardo na vontade ou portunidade de se ler mais livros, sendo um contexto brasilero. Com base nisso, dois fatores desafiadores à leitura são, a escassez de incentivos ligada a inconsequente gestão da educação, e a piora no quadro de impostos e preços de gráficas. Assim, analisa-se a situação para a sua solução.
Primeiramente, é imprescindível afirmar que o sistema educacional brasileiro não ensina seus alunos à ler e aprender novas culturas, sendo o principal entrave da problemática. Sob esse viés, pode-se dizer que o mecanismo lecionista não pretende transformar seus discípulos em seres pensantes, pelo contrário, o governo tende ao desvinculamento de verbas, investimentos na área de ensino. Bem como, o próprio modus operandi das escolas é a base da obrigação, regra, punição, contrariando a via do divertimento e do aprender o saber de novas culturas, levando a uma onda de ignorância planejada, em que somente pouquíssimos detêm as normas de leitura. Exemplificando, o sociólogo Darcy Ribeiro disserta sobre o projeto da crise educacional brasileira, alertando sobre seus riscos e consequências. Por isso, deve-se preparar uma nova leva de projetos e ideias nas instituiões estatais para a resolução.
Em um segundo momento, é válido afirmar sobre a complexidade da manutenção das gráficas, livrarias e os impostos, que todos são pontos para o atraso ou salvação do tema. Nesse contexto, observa-se a grande dificuldade de se manter fábricas de papéis no Brasil, sendo que em 2020, segundo a Abigraf, 92 por cento do setor teve queda em março, além do aumento dos impostos e declaração de falência de várias livrarias. Em sua continuidade, esses quesitos dificultam o acesso aos tipos de materiais, excluindo grande parte da sociedade brasileira. Por exemplo, na editora de quadrinhos Pipoca e Nanquim, seus criadores falaram sobre a irresponsabilidade e descaso do governo perante a situação. Portanto, é importante planejar o desenvolvimento de preços acessíveis.
De acordo com os argumentos apresentados, é de uma importancia afirmar que a educação em forma de projeto de dominação, e a situação lamentável das gráficas e a ascensão dos impostos, são fatores que pioram o quadro de leitura. Para enfretar os desafios, precisa-se de ajuda do Ministério da Cultura, Economia e Educação, a fim de arquitetar planoa para o desenvolvimento de melhores investimentos na educação, discussão sobre os impostos em materiais essenciais, e a desenvoltura das empresas de gráficas do Estado brasileiro. Tudo isso, para que a condição de Freire se perpetue em algo belo.