Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 19/10/2021
De acordo com a filosofia da revolucionária Nadezhada Krupskaya, a educação e a literatura são os pilares capazes de libertar o indivíduo da opressão social. Apesar desse contexto, existem diversos desafios para a prática da leitura no Brasil, uma vez que o alto custo das obras e a falta de incentivo literário na educação marginalizam o acesso da população a esse recurso. Dessarte, é imperioso reconstruir a intelectualidade tupiniquim.
A respeito desse tema, a inacessibilidade aos livros dificulta sua democratização. Nesse contexto, a escassez de incentivos fiscais mantêm um alto valor agregado à literatura, despriorizando-a em uma sociedade na qual os abismos econômicos são acentuados. Ademais, a votação da PL3887 demonstra a gravidade dessa celeuma, à proporção que mesmo nesse panorama de disparidades, o Poder Público busca sancionar leis responsáveis por adicionar mais impostos aos livros. Denota-se, portanto, que o aspecto financeiro propõe um entrave à literacia canarinha, situação ainda acrescida por medidas governamentais elitistas.
Outrossim, o parco incentivo social à literatura também influencia no óbice analisado. Em consonância, as fragilidades do Ensino Público afetam diretamente na cultura leitora, ao passo que, em instituições desprovidas de meios à educação básica, o consumo de obras tende a se perpetuar em segundo plano. A exemplo disso, Paulo Freire, o patrono da Educação Brasileira, afirmava que apenas a educação libertadora é capaz de promover revoluções efetivas na cultura. Percebe-se, então, que a distensão brasileira às ideias de Freire perpetua a marginalização leitora.
Logo, é urgente resgatar a fruição verde-amarela de obras escritas. Nessa perspectiva, o Ministério da Economia deve promover a acessibilização da literatura, medida em parceria com o Ministério da Educação. Isso será realizado por meio de isenções fiscais aos livros, com o fim de democratizar a tendência leitora. Ainda, este órgão precisa iniciar dinâmicas culturais nas escolas do Sstema Público, com o fito de propelar os benefícios dessa prática. Assim, o Brasil usufruirá de direitos sociais.