Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 19/10/2021

Na obra cinematográfica “A Menina Que Roubava Livros”, a história da personagem Liesel é  transformada consideravelmente a partir do início de suas leituras. Fora da história fictícia, no Brasil hodierno, a prática da literacia não é devidamente valorizada. Essa realidade apresenta diversos impasses, principalmente no que se refere ao incentivo familiar e à interferência de outros interesses. Destarte, mostra-se fundamental a análise acerca do entrave.

É válido ressaltar, de início, que é imprescindível destacar que “um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, como ressaltou Malala, ativista paquistanesa. Sob esse viés, é necessário entender que para a realização das práticas literárias, o incitamento para tais costumes é essencial. Nessa seara, o primeiro contato é associado a um valor que passa de gerações em gerações, como desempenho de um incentivo familiar. No entanto, diversas famílias brasileiras não adquirem essas ações no seu cotidiano, por consequência, as crianças que não leem possivelmente geram adultos que não manifestam gosto pela leitura. Dessa forma, a ineficácia do estímulo a leitura revela-se um agente nocivo de tal deficiência no Brasil.

Somado a isso, outro importante aspecto a ser combatido é uso de forma desenfreada dos meios eletrônicos. Nesse sentido, o documentário “O Dilema Das Redes” esclarece o quão prejudicial é concentrar as diversas horas nas redes sociais, pois mesmo que haja uma leitura passiva, não constata a utilização ativa da literacia, já que ocorre a exibição de imagens, vídeos e afins. Por isso, diversos modos para a junção da leitura com a utilização dos dispositivos virtuais são desenvolvidos, a exemplo dos livros gratuitos ofertados na internet, dos preços acessíveis aos “e-books” e da venda de livros reutilizados. Portanto, o meio tecnológico é um fator determinante na frequência de leitura da população.

Ciente desses fatos, é substancial acrescentar e manter a prática literária como prioridade. Sendo assim, infere-se que o Governo Federal – instância máxima do Poder Executivo – deve elaborar uma cartilha com informações básicas sobre os procedimentos de uma leitura viável para cada faixa etária. Isso poderá ser executado por meio de conceitos simples e fáceis sobre o desenvolvimento literário, desde um processo individual a um estímulo familiar, com o fito de sanar os desafios para a prática da literacia no Brasil. Enfim, a partir dessas ações, os brasileiros poderão ter suas vidas transformadas pelos livros, como visto em “A Menina Que Roubava Livros”.