Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 23/10/2021

A ativista e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, disse acreditar que uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. Nesse sentido, nota-se a importância da leitura nas transformações sociais, especialmente seu incentivo na infância. Desse modo, é necessário entender como esse hábito é, em muitos casos, associado com algo massante pela forma que é introduzido no meio escolar. Além disso, também existe uma dificuldade no acesso aos livros para parte da população. Logo, é mister que medidas governamentais para desenvolver o costume da leitura sejam realizadas.

Primordialmente, é fundamental entender como a forma que os livros são apresentados aos jovens influencia no interesse em lê-los no extraclasse. Sob esse viés, pode se pensar no livro “Uma Professora Muito Maluquinha”, de Ziraldo, no qual Catarina utiliza métodos criativos para promover a prática da leitura entre seus estudantes. Com isso, nota-se que as tradicionais leituras de textos rebuscados e que não dialoguem com o contexto das crianças podem desmotivá-las a ler, enquanto recursos mais inovadores, como adaptações dos clássicos, podem ser aquilo que faz surgir esse hábito essencial. Afinal, a leitura pode desempenhar grande papel nas mudanças sociais, garantindo a formação de cidadãos mais informados e que reconhecem e compreendem seus direitos.

Outrossim, também é cabível ressaltar como o acesso à leitura no Brasil ainda não acontece de forma justa e igualitária. Dessa forma, a pesquisa do Instituto Pró Livro, a qual relatou que 30% dos brasileiros nunca adquiriram um livro, traz o debate do quanto disso é desinteresse e o quanto é falta de condições financeiras. Pois, em um país com altos índices de pobreza, o alimento, moradia e o transporte são prioridades. Assim, não é coerente cobrar o hábito de ler quando a população não possui o pleno alcance às obras de literatura, um fato lamentável. Por isso, garantir esse direito aos cidadãos deve ser o primeiro passo para incentiver esse hábito.

Portanto, medidas devem ser tomadas para promover o costume da leitura desde a tenra idade. Destarte, caberá ao Ministério da Educação, responsável na formação de jovens, criar o Plano da Leitura. Por meio da profissionalização dos educadores para apresentar os livros de forma criativa, bem como um maior investimento em bibliotecas públicas e doações de livros aos jovens, será possível trazer esse hábito para o cotidiano dos brasileiros, independente de suas condições socioeconômicas. Por fim, com uma apresentação interessante do tema na escola, tal qual o livro “Uma Professora Muito Maluquinha”, as crianças crescerão com essa prática, alicerce em mudanças na sociedade.