Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 26/10/2021

Na série “Anne com um e”, retrata uma garotinha que gosta muito de ler, e mesmo sem frequentar a escola era destaque, e quando ela começou a frequentar a escola se sobressia em relação aos outros colegas na leitura, por já ter hábito de ler, e gostar. No entanto, nas escolas brasileiras não é diferente, a maioria dos alunos possuem dificuldades de ler e esse paradigma recorre devido a ineficiência governamental, na participação da leitura, e também na desigualdade ao acesso.

Dessa forma, é notório que a materialização do livros com intuito de estudar de forma decorativa para as provas sensibiliza a leitura de fato,  sendo usados apenas livros conteudistas para as provas da escola. De acordo com o levantamento, 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro, isso mostra que a leitura é distante do povo brasileiro, no qual não existe o hábito de ler, nem são influenciados por parte das instituições escolares. Contudo, torna-se necessário destacar a presença da leitura em outros aspectos na sociedade, uma vez que colobora positivamente ao caráter, repertório cultural e social do indivíduo.

Outrossim, os impostos desencandeados pela Reforma Tributária, dificulta ainda mais ao desenvolvimento da leitura, distanciando a posse e compra de livros, no qual possuem um valor que não é de acesso à todos, e pela desatualizção de bibliotecas públicas existe uma desigualdade social. Conforme o economista britânico Arthur Lewis, a educação nunca foi uma despesa, sempre foi um investimento com retorno garantido, a partir disso é evidente que a atuação do Governo nessa causa. Assim, promovera uma igualdade no âmbito da leitura, por meio do investimento confirmado pelo economista Lewis, pois a prática da leitura só traz benefícios na sociedade .

Destarte, é imprescindível a tomada de medidas atenuantes nesse paradigma social que torna distante das pessoas um conhecimento gradioso que é a leitura, com isso o Ministério da Educação em conjunto das mídias, deve promover um levantamento de grupos de leitura, por meio de propagandas na tv e redes sociais atingindo o público e tornando obrigatório a participação de escolas e empresas, a fim de incluir no dia a dia a prática de ler, e o movimento cíclico de juntamentos para debater, transformando a leitura “chata” em atrativa podendo também garatir se as pessoas estão lendo. Ademais, cabe ao Ministério da Economia, fazer a redistribuição do financeiro recebido através dos concursos, e engajar a leitura nesse viés, para que parte do dinheiro seja destinado as bibliotecas a fim de serem sempre atualizadas, desmistificando a desigualdade ao acesso das diversas obras.