Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 26/10/2021
A constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico, prevê, em sue artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão. Conquanto, tal garantia não tem se manifestado com ênfase na prática quando se observa os desafios para a hábito da leitura no Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Com efeito, verifica-se a efetivação de um grave problema, em virtude da carência de investtimentos na educação e da negativa enfluência midiática em relação a isso.
Diante desse cenario, é válido ressaltar a ausência de investimentos como promotora desse impasse. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no País, somando setores públicos e privados, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. Dessa forma, se não são destinados investimentos para serem revertidos na construção de bibliotecas e ferramentas que auxiliem na leitura, como tabletes e computadores, os indivíduos são barrados que usufruir dos benefícios da leitura, tal qual conhecer a cultura e autores literários de sua Nação. Consequentemente, isso colabora com a persistência do analfabetismo funcional, pois as pessoas não têm meios e recursos para exercitar a leitura, o que ratifica a problemática referente a falta de investimentos, visto que as pessoas não exercitam esse hábito e, por conseguinte, conseguem ler mas não compreendem qual o sentido na mensagem o texto.
Além disso, nota-se a maléfica influência dos meios de comunicação como impulsionadora desse entrave. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse sentido, vê-se que a mídia, em vez de promover propagandas e debates acerca da importância da leitura, como na novela ’’ Bom Sucesso’’- que mostra a relevância dessa prática- influencia na perpetuação desse quadro deletério, pois não é veiculado em seus meios, como na televisão e rádio, o incentivo à leitura e pontos que oferençam livro para o exercício dessa prática, como também não mostra rodas de conversas com o intuito de conversar como essa prática pode ser essencial para a formação do cidadão.
Deprende-se, portanto, a necessidade de dialogar sobre os desafios da prática da leitura. Assim, cabe ao Ministério da educação, em parcerias com as escolas e com as mídias, implatantar mais blibliotecas e espaços que impulsionem o desejo pela leitura, como também brincadeiras e gincanas que despertem o conhecimento sobre essa nova modalidade de aprendizado. Tais ações devem ser divulgadas por meios das mídias, meio de comunicação de massa, com o intuito de aproximar as pessoas do ‘‘mundo imaginário’’ presente nos livros.