Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 26/10/2021

Por ser um país mantido na condição de explorado desde 1500, durante sua colonização, o Brasil apresenta uma população que se associa, quase que completamente, apenas a força produtiva, de modo a deixar o potencial intelecto em segundo plano. Apesar do hiato temporal, a sociedade brasileira continua com baixo incetivo educacional, vista pelo reduzido índice de praticantes da leitura constante. Sob esse viés, faz-se necessário compreender os impasses para que a sociedade brasileira seja atuante no contexto acerca da literacia.

Com efeito, convém pontuar que a falta de incetivo a prática de leitura torna-se reflexo da persistência do pensamento ainda colonial de dominação. Isso acontece porque, de acordo com o sociólogo brasileiro, Celso Furtado, o mito de subdesenvolvimento do País é uma estrategia de poder, haja vista que torna-se um mecanismo de manipulação social. Nesse sentido, nota-se que a falta de estímulo literário faz-se necessário para o manuseio e para a permanênceia dos interessse das elites. Desse modo, torna-se inadmissível que o ideal de autoritarismo seja permitido por meio de um contexto mítico, em pleno século XXI, em um país com grandes possibilidades de avanço social como o Brasil.

Ademais, faz-se pertinente relacionar a falta prestígio da literatura no Brasil com o elevado uso de recursos tecnológicos pelos indivíduos. Prova disso, é que segundo o site informativo, G1, 24% dos brasileiros têm hábito de ler, enquanto que 85% costumam ver TV. À vista disso, nota-se um contexto social afetado pela diversidade de meios possíveis para substituir a leitura, tornando a desvalorização desse hábito gradativamente mais comum. Dessa forma, mostra-se oportuno reverter essa situação, tendo em vista que prejudica o cenário social, já que reduz o desenvolvimento intelectual do indivíduo  e sua capacidade de avanço.

Portanto, é evidente que a falta de incentivo a leitura é prejudicial ao povo brasileiro. Assim, é fundamental que o Governo Federal, mais especificamente o Ministério da Educação - órgão responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação - implemente a BNCC -Base Nacional Comum Curricular-  de forma a tornar obrigatório um período de tempo, escolhido para cada turma de forma benéfica às demandas já existentes,  na carga horária dos estudantes  na escola para se dedicarem apenas a leitura de livros de teor informativo. Isso será feito, a fim de reduzir a taxa de população longe da leitura e da desinformação. Afinal, a baixa importância atribuída ao intelecto, durante o Brasil Colônia, não deve perdurá até a contemporaneidade.