Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 29/10/2021
Ordem e progresso. Esse é o lema de base positivista estampado na bandeira brasileira, a qual constitui um dos maiores símbolos da nação. Entretanto, nota-se que esse princípio encontra-se representado apenas no plano simbólico, uma vez que existem desafios que impedem o efetivo progresso, como o incentivo da leitura no Brasil. Esse cenário se perpetua como produto da negligência Estatal na ineficiência das políticas públicas e da inoperância familiar pela falta de incentivo. Com isso, urge a adoção de estratégias para reverter esse panorama.
É indubitável que a negligência familiar seja fator dinâmico no desafio literário brasileiro. De acordo com John Locke, o homem é como uma folha em branco que é preenchida de experiências e influências. Analogamente, a questão do incentivo a leitura se encaixa no pensamento do filósofo iluminista, uma vez que a família como instituição formadora corrobora com esse hábito, podendo influênciar ou não na difusão dele. A exemplo disso, a troca do livro como expansor cultural por novas tecnologias como plataformas digitais e sites de entretenimento acarreta a pouca procura de obras literárias por jovens e adolescentes, consequentemente diminuindo os índices de leitores ativos. Assim, faz-se necessário a manutenção do pensamento de importância do livro na sociedade como ferramenta cultural.
Outrossim, a inoperância estatal associada ao não cumprimento das leis é considerado catalisador da problemática. Segundo Jean Jacques Rousseau, o contrato social foi estabelecido na tentativa de assegurar os direitos sociais como a saúde, lazer, segurança e etc. Nesse viés, a questão da procura literária diz respeito ao lazer e cultura, direitos que são negligenciados aos cidadãos por meio da escassez de políticas de incentivo. À vista disso, a depredação de bibliotecas públicas e o acesso virtual não democrático a obras literárias ratificam o descaso estatal com a leitura, tornando-a de difícil acesso. Portando, é explicita a relevância das fiscalizações para manutenção do equilíbrio público como forma de combate à problemática.
Dessa maneira, medidas devem ser tomadas para solucionar esse impasse. O Estado como poder executor, em consonância com ministério da cultura e da família devem fiscalizar e regulamentar a efetivação das leis concretizando o contrato social. Ademais, o ministério da educação como responsável por políticas educacionais através da coordenação pedagógica das escolas e universidades deve ministrar palestras que envolvem a temática e a conscientização da importância da leitura, para que a sociedade futura seja composta por indivíduos colaborem para o efetivo progresso do país.