Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 02/11/2021

Em 1810, era fundada a Biblioteca Nacional, a qual tinha o intuito de trazer ao Brasil um pouco da cultura portuguesa em paralelo à chegada da Família Real no país. Entretanto, atualmente, a realidade difere do idealizado pelo rei português à época e, atualmente, pouco lê-se no Brasil. Desse modo, os altos preços dos livros, além da falta de exemplos de leitores assíduos, prejudicam a inserção da prática da leitura na rotina dos brasileiros.

Cabe destacar, em primeira análise, que os altos preços dos livros, considerando a baixa renda obtida pela população, dificulta muito o acesso à leitura. Isso ocorre, pois os livros que já são excessivamente tarifados, foram atingidos por uma proposta de lei, em 2020, que aumentaria em mais de 20% o seu valor. Dessa forma, o consumidor final sofre com os preços abusivos cobrados pelos livros, situação que torna a disseminação do conhecimento cada vez mais elitizada. Assim, as classes mais pobres da população são indiretamente impedidas de se desenvolverem intelectualmente.

Ademais, é possível ressaltar ainda que a falta de exemplos, dentro de casa com os familiares e na escola com os educadores, é um grande desmotivador do hábito da leitura. De acordo com dados do Instituto Pró-Livro, o brasileiro médio lê menos de 3 livros por ano. Dito isso, é possível notar que, na infância, a ausência de grandes leitores próximos às crianças não permite que essas desenvolvam o hábito da leitura. Por consequência, origina-se uma nova população de adultos que também não lê e, assim, forma-se um círculo vicioso.

Torna-se evidente, portanto, que os altos preços dos livros faz com que os adultos leiam menos, o que faz com que as crianças não tenham esse exemplo dentro de casa, situação que é extremamente ruim. Logo, o Ministério da Cultura deve promover a isenção de impostos sobre livros, utilizando a verba destinada à cultura, por meio de uma nova legislação, com o objetivo de acabar com esse círculo vicioso no Brasil.