Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 12/11/2021
Ainda no terceiro milênio, observa-se a dificuldade da implementação dos hábitos de leitura no Brasil, o que é preocupante, devido ao fato de que os cidadãos ficam apartados dos conhecimentos e desenvolturas linguísticos. Nesse contexto, é importante compreender como a falta de direcionamento pedagógico aos alunos e a negligência estatal exercem um papel expressivo na consolidação dessa conjuntura, a fim de combatê-la.
Diante desse cenário, vale ressaltar que a promoção da leitura no âmbito estudantil continua muito escassa, uma vez que os resultados do Brasil no Programa Internacional de Avalição de Estudantes (PISA), acerca dos conhecimentos entre os jovens, são extremamente baixos e no quesito leitura, os brasileiros apresentam déficits de aprendizado, quando comparados com demais países da América Latina. Desse modo, faz-se necessária a conexão entre educandos e mestres durante os períodos de aulas, pois assim como disse o educador Paulo Freire, a educação é fundamental para a transformação social.
Ademais, a negligência estatal é outro elemento que obstaculiza a superação dos 38 milhões de analfabetos funcionais na nação, que, consequentemente, não conseguem compreender o pouco que leem. Consoante o ex-chanceler alemão Bismark, políticas públicas são o meio de ideias se tornarem realidade, incluindo a função do Estado de proporcionar meios de combater o problema literato nos meios educacionais, visto que não são priorizados como os projetos financeiros mais rentáveis.
Portanto, é indubtável a necessidade de medidas que, ao menos, atenuem o crítico cenário e que possam ratificar a tese de Paulo Freire. Sendo assim, o Ministério da Educação deve combater a baixa promoção literata por meio das oficinas de leitura, nas quais sejam enfatizadas as relações interpessoais entre professores e alunos de forma acertiva, com o auxílio pedagógico que aumente a conexão interdisciplinar de saberes entre os jovens, a fim de mitigar tal realidade.