Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 07/08/2022
Na narrativa do livro “Fahrenheit 451” o acesso a leitura é vedado, pois, o mesmo permite conhecimento, leva o individuo a refletir e querer mudanças sociais. Com isso, a queima deles acaba sendo o melhor meio de proibir. No contexto atual, se é visto desafios semelhantes como o apresentado no livro, porém de forma mais discreta, e são eles: a falta do incentivo à leitura por inciativa do governo, assim como, também, por iniciativas do ambiente familiar, e educacional.
Em primeiro lugar, temos o discurso apresentado pelo o então ministro da economia, Paulo Guedes, em que “livro é coisa de elite, que pode pagar caro” para tentar justificar o aumento das taxas na venda de livros, e segundo o mesmo possibilitar a garantia de livros as populações de baixa renda. Entretanto, é perceptível o oposto do declarado, visto que, a população leitora no Brasil só vem diminuido, e em sua maioria por causa dos preços abusivos em cima de um objeto essencial. Igualmente, se tem o contexto da obra “a menina que roubada livros” onde a personagem principal acha o roubo, como única alternativa de conseguir ter acesso a leitura, em uma época onde o nazismo queimava escritos filosóficos, científicos e históricos, deixando os que agradavam partido da época, nesse sentido a população era barrada de consumir livros que as permitissem ter suas próprias opiniões.
Em segundo lugar, cabe o incentivo familiar e educacional, já que, em muitas instituições e grupo familiares, ler um livro é dado como uma obrigação ou até castigo, levando a ser considerado pelo jovem ou pela criança, como algo chato e desprazeroso. Logo, a mesma, também não tem a possibilidade de explorar os diversos escritos e se indentificar com gêneros, ficando presa aos livros que os impõem a ler, não podendo descobrir a prazer de desfrutar um leitura que goste.
Por tanto, a acessibilidade da leitura por meio de bibliotecas municipais e a diminuição de impostos em cima dos livros, ficando esses serviços a dever do Estado, visto que, a democratização da literatura gera fortes influências na educação. Ademais, o incentivo da leitura pelo meio social, permitindo o contato de jovens aos livros explorarando seus gostos e descobrir um universo de informações, Assim, contruindo uma sociedade longe da apresentada em “Fahrenheit 451”.