Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 12/10/2022
No filme “Matilda”, retrata-se a vida de uma criança de seis anos que não possui incentivo dos pais para ir à escola, de modo a recorrer a livros e bibliotecas por iniciativa própria. Ao sair do contexto literário, a realidade brasileira encontra-se de maneira análoga, uma vez que se encontram desafios para a prática de leitura nos dias atuais. Sendo assim, é importante analisar a falta de democratização no acesso aos livros e a ausência de incentivo familiar como principais fomentadores desse pernicioso cenário.
Em primeiro lugar, vale analisar o alto preço das obras de leitura como principal empecilho frente ao problema em destaque. Segundo a Constituição federal de 1988, todo cidadão tem direito à cultura e educação de qualidade; contudo, a elevada taxa monetária sobre os livros mostra-se de forma contrária ao previsto pela norma, à medida que dificulta, e muitas vezes impede, a introdução de parte da população ao hábito literário. Por isso, faz-se mister que atitudes sejam tomadas, a fim de democratizar o conhecimento e garantir o progresso nacional.
Ademais, cabe ressaltar o mínimo incentivo dos familiares para com a prática da leitura em jovens e crianças. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a unidade familiar é a instituição social mais importante na formação do indivíduo e responsável pelo molde do comportamento, ou seja, é necessário que se aprenda em casa para reproduzir em sociedade. No entanto, a falta do hábito de ler por parte dos pais cria jovens sem estímulos para essa prática, de forma a estagnar a média de livros lidos por ano, no Brasil, a apenas um e meio, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Portanto, com objetivo de alterar o cenário exposto, é dever do (MEC) Ministério da Educação – responsável pelo sistema educacional no Brasil, desde a infantil à tecnológica –, em parceria aos Governos Municipais, criar métodos para atenuar a problemática discutida. Destarte, isso deverá ser feito a partir de programas que incentivem a leitura, como a iniciação de debates em sala de aula sobre textos literários selecionados por alunos, além da criação de bibliotecas públicas e gratuitas. Somente assim, a situação nacional não se assemelhará a de Matilda.