Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 14/10/2022
De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Pró-Livro, observa-se que 44% da população brasileira não pratica o hábito de ler e 30% nunca comprou um livro. Não só esses dados da pesquisa são considerados desanimadores pelos autores, como também que, a média de livros lidos por indivíduo ao ano é de 2,43. As referências citadas anteriormente, mostram os reflexos dos desafios encontrados perante o incentivo à leitura no Brasil.
Ademais, um dos principais desafios ao estímulo da leitura no país é a insuficiência de verbas doadas pelo governo, no que acarreta na desvalorização da cultura. Uma consequência dessa ação é o fechamento de bibliotecas públicas. O Brasil perdeu 764 bibliotecas públicas entre os anos de 2015 e 2020, tendo afetado sobretudo a população mais vunerável, a qual não tem poder de compra em livrarias. Além disso, segundo Adriana Ferrari, vice-presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, aponta que o governo não está tomando medidas para melhorar a situação, pois o projeto de Lei Castilho (aprovado em 2018) não exerceu ’’ a universalização do direito ao livro, à leitura e às bibliotecas’’ ao público.
Outra problemática em relação ao tema é o incentivo negativo prestado pela rede de ensino; a qual faz o estudante ler por obrigação um livro para fazer uma avaliação e ganhar nota. De acordo com Luís Antonio Torelli, ex-presidente da Câmara Brasileira do Livro, este tipo de conduta gera reflexos negativos na vida adulta, pois o estudante teve experiências ruins com a prática da leitura, não era algo que fora incentivado de maneira positiva, de modo interessante e prazeroza.
Logo, é necessário que o governo federal retome projetos públicos para garantir a universalização do direito ao livro proposto pela Lei Castilho, por meio de alianças com os governos estaduais, para financiar a contrução e a reabertura de unidades de bibliotecas públicas; como também, o Estado e o Ministério da Educação necessitam aplicar projetos de leis, os quais devem reestruturar o modo que a leitura é incentivada nas escola, por meio de autorizar os alunos escolherem, ao menos, duas vezes ao ano realizar tarefas escolares sobre livros de seu próprio interresse, a fim de amenizar os desafios para a prática de leitura no país por meio dessas propostas.